saúde pública

Ansiedade evoluiu para a depressão

00:00 · 20.05.2017

O Brasil é o país com maior quadro de ansiedade com propensão a evoluir para depressão no mundo. A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) estima que entre 20% a 25% dos brasileiros tiveram, têm ou terão depressão.

Como se não bastasse a projeção desse cenário, a Organização Mundial da Saúde afirma que apenas metade das pessoas com quadros depressivos trata essa doença do Sistema Nervoso Central, seja com terapia (casos leves) ou com medicamentos (em situações moderadas e graves).

Impacto no todo

"A depressão é a maior causa de piora da saúde e incapacitação no mundo", diz o psiquiatra Teng Chei Tung. O tema foi apresentado na mesa-redonda "Depressão: doença do presente e do futuro", em São Paulo, no início de maio, com a presença de Carmita Abdo, presidente da ABP.

Além de comprometer a saúde do indivíduo como um todo, a depressão tem impacto direto na economia. Tomando como base que as pessoas deixam de trabalhar ou produzem menos, estima-se que de 2016 a 2030, os quadros de depressão custarão cerca de US$ 1 trilhão aos cofres públicos e privados. Com certeza, os governos gastariam menos para prevenir a situação.

A OMS alerta que, caso não seja reconhecida como uma doença disseminada, e não seja promovido o tratamento adequado à população, a depressão vai impactar na economia global. O Brasil tem a maior prevalência na América Latina. Ocupa o quinto lugar mundo, atrás da Ucrânia, Estônia, Austrália e EUA.

Novo tratamento

Para ampliar o acesso ao tratamento, a Medley, unidade de negócios de genéricos e similares da Sanofi, lançou o Zodel, o primeiro similar da molécula succinato de desvenlafaxina monoidratado do mercado. Essa molécula tem baixa interação medicamentosa com outros tratamentos, não interfere na libido, nem causa ganho de peso.

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