Editorial

Retrospectiva 2017/ Perspectiva 2018

00:00 · 30.12.2017 / atualizado às 00:35

Há quem diga que a melhor notícia de 2017 é a de que está acabando. Mas se ano é um ciclo, também o é a ansiedade do “adeus, ano velho”, muitas vezes sem lembrar quão diverso foi o período, de altos, baixos, tristezas, alegrias, vitórias e derrotas. Não se pulam degraus quando a escada é o tempo.

A antítese de 2017 é ele mesmo. Mas como não se conduz nada sem retrovisor, cá estamos em mais uma Retrospectiva/ Perspectiva, prestes a entrar no ano de eleições para presidente da República, governadores, deputados estaduais e federais. O futuro do Brasil está em parte nas mãos da até então duradoura Lava-Jato, e o amanhã da maior operação da Polícia Federal, nas dos próprios investigados e cúmplices.

Na política estadual, a improvável aliança, até meses atrás, entre Eunício e Camilo dá meio rumo do que virá nas disputas locais, em que há cenários de otimismo: hub da Air France-KLM e Gol, crescimento do trade turístico, redução do desemprego e aumento dos índices de educação.

No esporte, o tempo foi das ascensões: Ceará Sporting Club sobe para a Série A do Brasileirão e Fortaleza para a B. No entanto, colecionamos números de uma saúde básica precária e uma segurança que, a despeito de investimentos, mantém-se alarmante. Como se não bastasse a violência do tráfico e do feminicídio, ódio e preconceito dão receita a tragédias como a que vitimou a travesti Dandara.
 
Recordamos, ainda, o que ganhamos e perdemos, como a vida de quem fez a diferença. Vidas marcadas por trajetórias na educação e nas artes, a exemplo dos cearenses Chanceler Airton Queiroz, cantor e compositor Belchior e artista plástico Sérvulo Esmeraldo.
 
Um ano em que pouca coisa se encerra com o fim, já que muita foi plantada. E um tanto de tudo isso pode ser visto no site do Diário do Nordeste e nas páginas a seguir. Esta ediçã  está segmentada com assuntos por editoria e um mosaico fotográfico dividido por trimestres. As imagens, a despeito de legendas, carregam a força simbólica de um 2017 de várias angulações.
 
Se é preciso julgar 2017, para depois encarar 2018, nada como rever com olhos de quem passou por tudo. E por muito mais irá passar.
 
 
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