Despedidas

Memória de pessoas que nos deixaram em 2017

00:00 · 30.12.2017 / atualizado às 00:36

Airton Queiroz - Chanceler da Unifor

Empresário notável, homem sensível, admirador e incentivador das artes e da educação. Com esse perfi l, o Chanceler Airton Queiroz imprimiu a sua marca na história do desenvolvimento do Ceará. A partida, no dia 2 de julho deste ano, deixou saudade, mas também duas sementes de esperança: os fi lhos Edson Neto e Patrícia Queiroz, frutos da união com Celina Queiroz. Teve uma vida dedicada ao trabalho. Em junho de 1982, assumiu o cargo de Chanceler da Universidade de Fortaleza (Unifor) e a presidência da Fundação Edson Queiroz, instituições que dirigiu por 35 anos. Na área da educação, foi agraciado, em 2011, com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade do Havre, na França. Por ocasião dos 40 anos da Unifor, recebeu, em 2013, homenagens nos cenários regional e nacional, incluindo uma no Senado Federal. O primogênito do casal Edson e Yolanda
 
Queiroz sempre teve visão de futuro.Soube investir e inovar com maestria no Grupo Edson Queiroz, do qual faz parte o Sistema Verdes Mares. Ao longo de mais de três décadas, esteve à frente de um dos maiores grupos empresariais do Brasil, que gera mais de 15 mil empregos diretos. Airton José Vidal Queiroz nasceu em Fortaleza, no dia 14 de agosto de 1946.
 
Participou de diversas entidades, ocupando importantes cargos no Centro Industrial do Ceará (CIC); na Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert); na Associação Brasileira das Indústrias de Castanha de Caju e no Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás).
 
Por meio da sensibilidade e paixão pelas artes, colecionou, em meio século, um acervo raro e valioso. Embora o Chanceler não esteja mais presente, sua memória permanece viva e pulsando na história da arte do Ceará, do Brasil e do mundo.

Sérvulo Esmeraldo - artista plástico

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Escultor, gravador, ilustrador e pintor, ficouconhecido por seu rigor geométrico-construtivo e suas incursões no campo da arte cinética. Foi membro da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP) e fundador do Museu de Gravura, no Crato, sua cidade de origem, na Região do Cariri. A trajetória e diversidade nas artes proporcionara repercussão internacional. Sempre muito ativo, ele expôs suas obras em bienais e museus de vários países, dentre eles a França, onde morou por mais de 20 anos. Faleceu em Fortaleza, aos 88 anos, vítima de falência múltipla de órgãos (1/02).

Rosiane Limaverde - Arquéloga e musicista

A pesquisadora das raízes do homem sertanejo, 51 anos, faleceu vítima de câncer. Idealizou, ao lado do marido Alemberg Quindins, a Fundação Casa Grande Memorial do Homem Kariri, em Nova Olinda. Por meio desse projeto, são atendidas crianças e adolescentes que passam por experiências culturais e ambientais (21/03).

Roberto de Carvalho Rocha - Educador e empresário

O fundador do Colégio Christus não resistiu às complicações da doença de Alzheimer e faleceu aos 91 anos (21/04). Sempre engajado com um ensino de qualidade, aliado à boa formação moral, cursou Teologia e Educação em Washington (EUA). Ao retornar para o Brasil, em 1951, fundou a escola.

Jerry Adriani - cantor

Ídolo da Jovem Guarda, iniciou a carreira em 1964, quando gravou o primeiro disco: “Italianíssimo”. Ao longo da carreira, atuou na televisão e no cinema. Também incentivava novos artistas, dentre eles, Raul Seixas. Faleceu aos 70 anos em decorrência de uma trombose na perna agravada por um tipo de câncer (23/04).

Águeda Passos Rodrigues - desembargadora

A primeira mulher a presidir o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) faleceu aos 84 anos (10/05). Natural de Viçosa do Ceará,
ingressou na magistratura em 1961, como juíza na Comarca de Várzea Alegre. Em 2001, assumiu o cargo de corregedora-geral da Justiça do Ceará.

Nelson Agostini Xavier - ator

Sua primeira participação na TV foi na novela “Sangue e areia” (1967), de Janete Clair. Mas somente em 1982 viveu o primeiro papel de protagonista, na minissérie da Globo, “Lampião e Maria Bonita”. Em 2010, interpretou Chico Xavier no cinema. Faleceu aos 75 anos por complicações pulmonares (10/05).

Antonio Candido - sociólogo e crítico literário

Autor de uma das publicações mais fundamentais da intelectualidade: “Formação da Literatura Brasileira”. Lançada em 1959, é considerada a mais importante obra de crítica literária contemporânea do Brasil. O escritor e ensaísta faleceu aos 98 anos por complicações de intestino (12/05).

Luiz Melodia - cantor e compositor

Com 46 anos de carreira, o autor de Pérola Negra conquistou o seu espaço depois de muito frequentar os programas de calouros. Viveu ótimos momentos na música, mas passou 13 anos sem produzir nada. Em 2014, lançou o seu último disco: “Zérima”. Faleceu aos 66
anos, em decorrência de um câncer (4/08).

Paulo Silvino - ator e comediante

Cresceu nas coxias do teatro e nos bastidores da rádio, tendo como infl uência o pai e comediante Silvério Silvino Neto. Autor de bordões populares, a exemplo do “Cara crachá”, atuou em vários programas de humor: Balança mas não cai, Viva o Gordo e Zorra Total. Faleceu aos 76 anos, vítima de câncer (17/08).

Belchior - cantor e compositor

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Na infância, em Sobral, estudou piano e música.  Em 1962, já em Fortaleza,  formou-se em Filosofi a  e desistiu do curso de Medicina. Começou  apresentando-se em festivais e integrou o chamado  Pessoal do Ceará, que incluia artistas como  Fagner e Ednardo. Elis Regina foi uma de suas  maiores intérpretes, a exemplo da canção“Como  nossos pais”. Ao longo da carreira gravou mais de  20 discos. Poucos anos antes de morrer, fora do  cenário musical, vivia de favor na casa de amigos.  Faleceu em Santa Cruz do Sul, no RS (30/04),  vítima de infarto, aos 70 anos. Seu corpo foi trazido  para o Ceará, recebendo merecidas homenagens.

Luiza Teodoro - Educadora

Incentivadora da arte e da cultura cearenses, foi membro do Conselho de Avaliação do Programa Alfabetização Solidária, além de ser autora de livros da área. Formou várias gerações de professores e fez parte de diversos corais, abrilhantando com sua voz a rotina dentro e fora da escola. Sua vida silenciou aos 86 anos (3/09).

Rogéria - atriz

Nascida com o nome de Astolfo Pinto, Rogéria, como fi cou conhecida, intitulava-se a “Travesti da Família Brasileira”. Começou a sua carreira como maquiadora, mas logo tornou-se atriz e símbolo gay e atuante na luta contra a homofobia. Aos 74 anos, ela não resistiu a uma infecção urinária, virando “purpurina” em 2017 (4/09).

Marcelo Resende - Jornalista e apresentador

Começou como repórter esportivo e teve experiência no jornalismo investigativo. No fi m da década de 1990, apresentou o programa Linha Direta, da Globo, passando depois pela Rede TV, Bandeirantes e Record, última emissora na qual trabalhou e comandava o Cidade Alerta. Com câncer no pâncreas, faleceu aos 65 anos (16/09).

Sérgio Sá - cantor e compositor

Ao longo dos 48 anos de carreira, o cearense compôs mais de 350 canções, algumas gravadas por nomes como Roberto Carlos, Simone, Fábio Junior, Chitãozinho e Xororó, entre outros. No início deste ano, lançou o disco “Sérgio S/A”, com fi nanciamento coletivo. Aos 64 anos, sofreu um infarto e não resistiu (3/10).

Fracis Vale - cineasta

O paraense com trajetória no Ceará, faleceu aos 72 anos, vítima de câncer (8/12). Coordenou a Casa Amarela, o Festival de Cinema de Jericoacoara e ainda foi diretor do Cine Ceará. Muito além dos curtas produzidos, lançou o longa: “Trem da alegria: Arte, Futebol e Ofício”, dentre outros

Eva Todor - Atriz

De origem húngara, antes de ganhar as telas da TV no Brasil ela já brilhava nos palcos do teatro. Sua última aparição foi em 2012, na novela “Salve Jorge”, somando, assim, mais de 30 folhetins ao longo de seus 98 anos. Faleceu de pneumonia (10/12), mas estava sofrendo com o Mal de Parkinson

Marisa Letícia - Ex-primeira dama do Brasil

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Vítima de complicações causadas por um Acidente  Vascular Cerebral (AVC), ela faleceu aos 66 anos  em São Paulo (3/02). Casada com o ex-presidente  do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva, assumiu a  função de 35ª primeira-dama no período de 2003  a 2011. Diante da confi rmação da morte cerebral,  a família optou pela doação dos órgãos. Marisa  deixou o marido, quatro fi lhos e uma enteada.
 

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