Verba emergencial do Pronaf reduziu impactos da seca - Regional - Diário do Nordeste

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Verba emergencial do Pronaf reduziu impactos da seca

26.12.2013

Se não existissem os recursos públicos, os produtores rurais no sertão nordestino estavam em crise maior

Canindé. Mesmo com a maior seca já registrada no Nordeste nos últimos dois anos, o Banco do Nordeste, escritório neste município, conseguiu aplicar no combate à estiagem R$ 18,7 milhões por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf Emergencial) somente em 2013.

O pequeno produtor Antônio Glória Sampaio diz que só salvou seu rebanho porque pode contar com linha de crédito do Banco do Nordeste fotos: Antônio Carlos Alves

"Neste ano, atendemos 2.676 famílias dos municípios de Apuiarés, Canindé, Caridade, Itatira, General Sampaio, Paramoti e Tejuçuoca´´, explica o gerente da instituição bancária, Fernando Fernandes.

Segundo ele, os recursos foram destinados para construção de cacimbões, açudes, barragens subterrâneas, perfuração de poços, preparo de áreas no plantio de palma forrageira, capineiras, aquisição de equipamentos de irrigação para bombeamento de água até as residências de agricultores familiares, construção e recuperação de cercas, e também para compra de ração animal para os bovinos, caprinos, ovinos, suínos e aves.

"Liberamos ainda R$ 1,3 milhão para produtores do FNE Rural. Esses valores atenderam produtores rurais, onde foram construídos 50 açudes de médio porte, em cada propriedade", disse.

Segundo explicou, os juros do Pronaf Emergencial ficam no limite de 1% ao ano, e mais rebate (desconto) de 40% em cima do valor principal e dos juros, se pagos em dia.

Vantagens

"Se um agricultor pedir emprestado ao Banco do Nordeste R$ 12 mil, ele só irá pagar R$ 8 mil em 10 anos. Paga menos do que pediu emprestado. O governo quer mesmo ajudar o homem do campo´´, afirmou Fernandes.

Quanto ao FNE Seca, a taxa de juros é de 3,5% ao ano. "É público e notório que esses recursos contribuíram fortemente para salvaguardar parcialmente os rebanhos, dotando as propriedades de reservas para tornar as áreas mais resistentes no combate a estiagem´´, avalia ele.

O bancário não esquece que a seca gerou um rastro de destruição e prejuízos no sertão nordestino, mas o Banco do Nordeste criou mecanismos que proporcionaram a subsistência e manutenção do agricultor familiar e produtor rural no campo, garantindo dignidade, cidadania, evitando o êxodo rural.

"Foi uma ajuda muito grande que os municípios receberam e isso garantiu a permanência do sertanejo em suas terras´, observa ele.

Fernando Fernandes prestou contas também da liberação de R$ 54,5 milhões para o Crediamigo - através do crédito comercial, FNE para micro e pequena empresa e FNE para pequena e média empresa.

No total, foram aplicados na região de atuação do Banco do Nordeste R$ 74,5 milhões de contribuição para o crescimento econômico dos Sertões de Canindé e Vale do Curu.

Na opinião dos prefeitos de Canindé, Celso Crisóstomo, de Itatira, Antônio Almir, e de Tejuçuoca, Valmar Bernardo, a presença do Banco do Nordeste nas suas regiões foi importante para assegurar medidas emergenciais na convivência com a maior seca que causou destruição no campo.

"Canindé tem um dos maiores números de assentamentos do Nordeste, e todas as famílias assentadas tiveram o apoio financeiro da instituição no socorro ao pouco que restou´´, comemora Celso.

"Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas, foi o Banco que segurou o agricultor liberando recursos para atividades agrícolas durante esse período ruim´´, reconhece o prefeito.

Pai do agricultor

Quem faz coro com as palavras do chefe do Executivo de Canindé, é seu colega Antônio Almir, de Itatira. "Se não fosse a intervenção do Banco do Nordeste, muita gente teria deixado para trás o pouco que restou gerando um caos no sertão´´, diz. "O Banco do Nordeste é realmente o "pai do homem do campo".

Valmar Bernardo, gestor de Tejuçuoca, lembra que só foi possível manter os rebanhos de ovinos e caprinos na região graças à liberação dos projetos do BNB. "Somente em uma feira da agricultura familiar o Bando injetou na economia do município R$ 600 mil. Se com a seca foi assim, em 2014, com um grande inverno, iremos voltar a ser o grande responsável pelo incremento da valorização do produtor rural na região do Vale do Curu´´, finalizou Valmar.

ANTÔNIO CARLOS ALVES
COLABORADOR

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