Crescimento lento

Setor varejista de Iguatu tem expectativa positiva

00:00 · 15.01.2018 por Honório Barbosa - Colaborador
Image-0-Artigo-2349531-1
Após um período de retração em 2016 e 2017, a maioria dos lojistas acredita que haverá aquecimento dos negócios, embora lento ( Foto: Honório Barbosa )

Iguatu. O setor varejista local mantém a expectativa de retomada de crescimento ao longo de 2018. Após um período de retração em 2016 e 2017, a maioria dos lojistas acredita que haverá aquecimento dos negócios, embora lento. A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) divulgou que as vendas em novembro e dezembro de 2017 ficaram 7% acima do período em 2016.

O presidente da CDL, Francisco José Mota Luciano, conhecido por Dedé Duquesa, disse que os empresários locais estão otimistas. "As vendas em janeiro e fevereiro tendem a ser reduzidas, mas, a partir de março, o setor espera que ocorra uma retomada dos negócios de forma mais permanente". O dirigente lojista frisou que a queda da taxa básica de juros vai favorecer empréstimos para capital de giro e compra de estoque.

A CDL de Iguatu trabalhava com uma estimativa de crescimento no último trimestre de 2017 entre 3% e 6%, mas os primeiros números apontam para uma elevação de 7%. "Foi um pouco melhor do que a gente esperava. A liberação do 13º salário e de restituição do imposto de renda favoreceram as vendas no varejo", disse Dedé Duquesa.

Em 2017, houve fechamento de diversas empresas em Iguatu: duas indústrias de móveis, duas revendas de automóveis, duas lanchonetes, uma loja de móveis e eletroeletrônicos, uma de material de piso e louça sanitária, além de outros pequenos empreendimentos. Eram estabelecimentos instalados há mais de duas décadas na cidade. O encerramento das atividades deixou um saldo negativo entre o número de contratações e de demissões na cidade. Houve, portanto, um crescimento nos índices de desemprego.

O ano passado foi considerado ruim para o varejo e para a indústria local de móveis, que seguia uma tendência de crescimento. É provável que ainda no início deste ano ocorra fechamento de outras empresas que ainda enfrentam os efeitos da crise. "A nossa esperança é que esse quadro mude, em particular, no segundo semestre de 2018", observa o presidente do Sindicato dos Lojistas, Carlos Tadeu Rolim.

Os setores de calçados, bijuterias, perfumaria e confecções obtiveram boas vendas em dezembro passado. A estimativa parcial de crescimento em relação ao mesmo período do ano anterior é ainda maior, cerca de 12%. O movimento foi intenso nas lojas para alegria dos vendedores e empresários. "Principalmente nos últimos 15 dias do ano vendemos bastante", disse o vendedor, Cláudio Lopes.

O gerente do Armazém Paraíba, rede de lojas de móveis e eletroeletrônicos, Ébio Gouveia, disse que as vendas no último bimestre de 2017 cresceram 10% em relação a igual período do ano anterior. "Batemos todas as metas e, ao longo do ano, registramos crescimento a cada mês", disse.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.