sustentabilidade

Reutilização da água é viável para cultivo de mudas nativas

00:00 · 11.11.2017
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Além do reúso dos esgotos deste Município nos jardins das praças públicas, uma pesquisa concluiu como viável o uso no cultivo de mudas nativas da Caatinga ( Foto: Alex Pimentel )

Quixadá. Além do reuso da água dos esgotos de Quixadá nos jardins das praças públicas, uma pesquisa realizada por uma acadêmica de Engenharia Ambiental e Sanitária do campus do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) nesta cidade, concluiu como viável o uso no cultivo de mudas nativas da caatinga. A pesquisa cientifica foi concluída há cerca de um mês por Priscila Pinheiro. A colação de grau, de graduada, será dentro de um mês, no dia 13 de dezembro.

Segundo Priscila Pinheiro, a sua pesquisa, de irrigação de mudas florestais da espécie vegetal Libidibia férrea, conhecida popularmente como jucá, em extinção na caatinga, ocorreu no período de 14 de agosto a 13 de outubro. Foram utilizadas cinco diferentes dosagens de efluente de esgoto doméstico tratado e de água subterrânea na irrigação das mudas. O ensaio determina a razão água - esgoto que proporciona maior altura da parte aérea da planta e maior diâmetro do coleto.

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O experimento foi conduzido no viveiro de mudas do Laboratório de Estudos Ecológicos e Ambientais do Bioma Caatinga (LEEABC) do IFCE em Quixadá. Na conclusão da pesquisadora, o esgoto tratado da ETE Herval, da Cagece, pode ser utilizado na sua forma bruta para irrigação de culturas florestais. Está dentro dos padrões recomendados pela Agência de Protenção Ambiental dos Estados Unidos (Usepa) e pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema) quanto à presença de Coliformes Termotolerantes, apresentando valor inferior aos limites máximos estabelecidos.

No entanto, para irrigação de culturas florestais, recomenda-se que sejam resistentes à salinidade, uma vez que a água residuária apresentou condutividade elétrica acima dos limites estabelecidos por estas instituições, indicando elevado teor de sais, acrescenta a pesquisadora.

Agora, com a aprovação da Resolução Nº 2 do Coema, de 2 de fevereiro deste ano, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) será possível a utilização dessa água para várias finalidades, entretanto, alerta Cleyton Oliveira, que o tratamento deverá seguir os parâmetros estabelecidos no dispositivo legal. Além de uma Estação de Tratamento cada aplicação severa seguir rigorosamente as orientações técnicas.

Na normativa aprovada pelo Coema ficou estabelecido o reuso direito de água não potável para fins de irrigação paisagística, lavagem de logradouros públicos e veículos, desobstrução de tubulações, construção civil, edificações e combate de incêndio dentro da área urbana; para fins agrícolas e florestais, para a implantação de projetos de recuperação do meio ambiente, em processos, atividades e operações industriais, para a criação de peixes ou para o cultivo de vegetais aquáticos.

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