Reserva crítica

Racionamento hídrico continua em Quixeramobim

O Quixeramobim, com apenas 3,36% do volume, é responsável por 30% do abastecimento. Os outros 70% são do Pedras Brancas ( Foto: Alex Pimentel )
00:00 · 13.07.2017 por Alex Pimentel - Colaborador

Quixeramobim. O Açude Quixeramobim, de onde atualmente é captada parte da água que abastece esta cidade, terá aporte somente até meados de novembro deste ano. Essa é a estimativa dos representantes do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) e da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), Miguel Fernandes e Paulo Ferreira. Com o encerramento da quadra chuvosa, o SAAE mantém o plano de racionamento iniciado em setembro de 2015. O objetivo é evitar um colapso no abastecimento.

Em 2015, para aliviar o problema, a Prefeitura passou a perfurar poços e a instalar chafarizes. No período mais crítico, as caixas dos chafarizes eram abastecidas por carros-pipa. Em fevereiro do ano passado, uma adutora de 60Km de extensão passou a abastecer a cidade.

Hoje, a adutora do Açude Pedras Brancas, em Banabuiú, continua atendendo 70% do sistema de abastecimento da cidade. Os outros 30% são captados do Açude Quixeramobim e de 26 poços profundos ativos. Todavia, como a barragem da cidade está apenas com 3,36% do seu volume, 260 mil m³, dos 12 mil m³ por dia tratados para distribuição aos consumidores, apenas a metade, 6 mil m³, estão chegando até as unidades consumidoras. O SAAE dividiu a cidade em quatro setores. Enquanto três são assistidos, um tem o fornecimento interrompido.

Sem o rodízio, a população sofreria mais. Foi feito trabalho prévio de conscientização, todavia, a maioria precisou aprender a pior forma, sem água nas torneiras. Enquanto a adutora do Pedras Brancas fornece de 60 a 65 l/s, a captação do Açude Quixeramobim é de 15 l/s. O Açude, em princípio estimado com capacidade para 64 milhões de m³, só pode armazenar 7,8 mi de m³, conforme batimetria feita pela Cogerh em 2011.

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