Centro Sul

Pelos direitos dos trabalhadores

A redução de carga horária e de salário de um grupo de 360 professores do Município foi um dos destaques da manifestação de Icó ( Foto: Honório Barbosa )
00:00 · 02.05.2018 / atualizado às 07:28 por Honório Barbosa - Colaborador

Icó. Cerca de mil agricultores, sindicalistas, professores, representantes de movimentos sociais e servidores públicos federais e municipais participaram, na manhã dessa terça-feira (1º), nesta cidade do Centro-Sul do Ceará, do tradicional ato em celebração ao Dia do Trabalhador. As reformas implementadas pelo governo federal, o corte de 50% da carga horária de 360 professores municipais e a prisão do ex-presidente Lula foram os temas abordados.

A manifestação é promovida há 38 anos pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Icó (STRI), com a adesão de sindicato de servidores municipais, federais, professores e de outras entidades sociais. Inicialmente, o grupo esteve reunido na sede do STRI para um café da manhã comunitário e depois percorreu ruas do Centro comercial.

O ato foi concluído em frente ao Fórum de Justiça. Diversas lideranças fizeram pronunciamentos abordando as três temáticas. "Temos de resistir, pois esse é o momento de união dos trabalhadores, de luta a favor dos direitos, da democracia que está em risco", disse o presidente do STRI, Lourival Teixeira. "Icó tem uma gestão desastrada que retira direitos dos docentes, do funcionalismo, achando que vai resolver o problema de dificuldades financeiras", pontuou o presidente do Sindicato dos Professores, Ednaldo Figueiredo.

Os sindicalistas mostraram revolta contra a medida administrativa da prefeita Laís Nunes e do grupo de vereadores da situação, que aprovaram projeto de lei enviado pela gestora reduzindo ampliação de carga horária e de salários em 50%. "Amanhã (hoje) vamos fazer um ato em frente ao Fórum de Justiça, em defesa dos nossos direitos", disse Figueiredo.

Edite Pitombeira, secretária do STRI e representante da CUT foi enfática: "Estamos aqui para protestar contra as injustiças no plano nacional e local. Queremos Lula livre". O secretário da Federação dos Trabalhadores Rurais do Estado do Ceará (Fetraece), Luís Ribeiro, defendeu que o momento que o País atravessa exige que os trabalhadores saiam de casa para defender a democracia e os seus direitos conquistados. "A Justiça tem praticado injustiças e o presidente Temer e o Congresso Nacional retiram direitos dos trabalhadores", frisou.

O presidente do Sindicato dos Professores Municipais de Icó, José Irlênio (Marcelo) defendeu a realização de um trabalho de base e de esclarecimentos para que as pessoas votem em quem defende os direitos dos trabalhadores. A professora Carla Débora avaliou como um golpe contra os professores a decisão de um desembargador do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) que, na sexta-feira passada, concedeu liminar contra a liminar do juízo local que mantinha suspensa a Lei que determina redução de carga horária e de salário de um grupo de 360 professores.

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