Obras

Ministério substituirá construtora responsável por obras da transposição do Rio São Francisco

A nova empresa chamada pelo ministro da Integração é a Ferreira Guedes, que ficou em quarto lugar na licitação que a Esma venceu

A previsão atual é que o Eixo Norte seja entregue em setembro deste ano ( Foto: Antonio Rodrigues )
18:15 · 19.04.2018 / atualizado às 18:32

O Ministério da Integração Nacional irá substituir a construtora responsável pela obras do Eixo Norte do projeto de transposição do Rio São Francisco para garantir o prazo de entrega do empreendimento. A confirmação foi dada pelo titular da pasta, Pádua Andrade, nesta quarta-feira (18), em reunião com senadores e deputados da região Nordeste.

O Eixo Norte da Transposição irá beneficiar o estado do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. As obras do Rio São Francisco estão atrasadas desde 2016 e a previsão atual é que o trecho seja entregue em setembro deste ano.

Na última segunda-feira (16), o ministro da Integração rescindiu o contrato com a Esma porque a empresa declarou que não possuía recursos suficientes para concluir a obra no prazo previsto. Ela havia pedido mais um ano para entregar o empreendimento. Nesta quarta-feira (18), o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) protestou no plenário do Senado contra a paralisação das obras da transposição.

A nova empresa chamada pelo ministro é a Ferreira Guedes, que ficou em quarto lugar na licitação que a Esma venceu. Ainda conforme Pádua Andrade, o processo para troca de empresas deverá ser concluído no próximo mês.

Nesta quinta-feira (19), o deputado federal Raimundo Gomes de Matos, que esteve em Brasília junto com a Comissão de Recursos Hídricos para pleitear uma solução sobre a transposição, disse que o ministro atendeu, sem titubear, o pedido para trocar a construtora e não paralizar as obras. 

Gomes de Matos informou, ainda, que a Comissão pediu um terceiro turno das obras de trasposição das Águas do Rio São Francisco. "O ministro Pádua Andrade já era conhecedor da problemática. Ele sabe que o Ceará não pode ficar sem essa transposição, porque, quando acabar esse período de chuva, em muitas regiões voltam a faltar água", relatou.

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