pecuária nordestina

Muitas espécies de plantas são bem adaptadas

Dentre as preferidas e mais adequadas está a palma, de longa tradição na pecuária nordestina, como suporte alimentar fundamental ( Foto: Alex Pimentel )
00:00 · 21.04.2018 por Alex Pimentel - Colaborador

Quixadá. A estiagem prolongada no Nordeste é enfrentada sem medo por muitos pequenos e médios pecuaristas, criadores de bovinos, caprinos e ovinos. Com o auxílio de técnicos extensionistas e o cultivo de forragens resistentes, podem alimentar seus rebanhos sem perdas.

Dentre as espécies preferidas e mais adequadas está a palma, de longa tradição na pecuária nordestina em três variedades: gigante, redonda e doce ou miúda. Entre as vantagens, alta concentração de energia, excelente palatabilidade, boa digestibilidade e grande concentração de minerais, explica o técnico e coordenador de Polo do curso técnico em Agronegócio, de Quixadá, no programa Rede e-Tec Brasil do Serviço Nacional de Aprendizado Rural no Ceará (Senar-CE), Romeiro Almeida.

> Capim-massai é alternativa para incrementar a forragem

Outros cactáceos, como o mandacaru, são de uso comum. Nativo, ele é muito resistente, rico em água, carboidratos, mas demora para crescer, diferentemente da palma, cujo corte pode ser feito aos seis meses.

A gliricídia, leguminosa de porte médio e crescimento rápido, é outra opção. É considerada uma planta de múltiplos usos: forragem, reflorestamento, adubação verde e cercas vivas.

Já a maniçoba, armazena de 12% a 18% de proteína bruta e possui resiste bem à seca devido ao acúmulo de água em seu sistema radicular. Em sua composição, há quantidades variáveis de substâncias que dão origem ao ácido cianídrico; por isso, o consumo deve ser, preferencialmente, na forma de feno. Também tem alta palatabilidade.

Apesar de ser uma cultura isolada e pouco utilizada, a leucena, leguminosa arbórea perene, é excelente para caprinos e ovinos. Entre as vantagens, a capacidade de rebrota, mesmo durante a época seca. Já o Capim Buffel, mais cultivado em Pernambuco e na Paraíba, é uma gramínea forrageira com grande resistência à estiagem. Completando a lista de forragens mais utilizadas no Semiárido está a pornunça, híbrido natural formado pelo cruzamento da mandioca com a maniçoba. Ela herda as qualidades forrageiras e de rusticidades de espécies adaptadas.

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.