Procissão

Mais de três mil devotos participam de cortejo

00:00 · 14.06.2018 por Alex Pimentel -Colaborador
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O andor com a imagem do Santo foi seguido de perto pelos fiéis pelas principais ruas de Quixeramobim, tradição de mais de um século ( Foto: Alex Pimentel )

Quixeramobim. Na segunda cidade do Ceará com maior número de devotos do Santo casamenteiro, os fiéis repetiram a tradição iniciada há mais de um século. As comunidades religiosas se reuniram diante da Igreja Matriz para acompanharem o seu padroeiro pelas ruas e avenidas da sua freguesia.

A cada passo aumentava o número de fiéis a seguirem o cortejo religioso, capitaneado pelo bispo diocesano de Quixadá, dom Ângelo Pignoli. Esse foi o penúltimo ato dos festejos deste ano, que se encerram nessa quinta-feira, com o arreamento da bandeira e subida da imagem do Santo ao altar.

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Após o cortejo, tendo seu percurso cuidadosamente decorado pelos fiéis, muitos com a imagem do Santo diante das suas moradas, a celebração especial se repetiu ao lado da Igreja Matriz, com a participação de mais de três mil pessoas, ao lado da berlinda com a imagem, entoando cânticos e salves ao protetor religioso no ápice dos festejos, que neste ano tiveram como tema "Com Santo Antônio anunciemos a paz e busquemos a superação da violência".

Foi a primeira grande missão do novo administrador da Paróquia de Santo Antônio, padre Evaldo Carvalho, uma das mais antigas do Estado. O pároco notou a força da devoção logo na semana antecedente ao início dos festejos, quando foi realizada a motocarreata e a bênção dos condutores. Por seus atributos de generosidade, o padroeiro é muito querido, motivo do grande número de participantes. No seu dia, 13 de junho, é feriado no Município.

Comércio

Além da religiosidade, a festividade aquece a economia local. Em razão do grande movimento de visitantes, muitos nascidos em Quixeramobim, um considerável número de comerciantes ambulantes, montam seus negócios no entorno da Matriz. Eles vendem roupas, bijuterias, calçados, brinquedos, santos, terços.

Aproveitam a chegada e saída dos devotos, das missas, para comercializarem os seus produtos. São mais de 70 barracas. Nos barracões da paróquia não é diferente. Lá são vendidos alimentos e também artigos religiosos. Só muda a destinação da renda, que vai para a as obras da Igreja.

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