Mercado em expansão

Empresários calçadistas se reúnem em Juazeiro

01:57 · 16.08.2012
Segmento mantém mais de 60 mil pontos comerciais espalhados no País, o que motiva debates de novos rumos

Juazeiro do Norte.
Como um dos principais polos calçadistas do Brasil, Juazeiro do Norte sedia Fórum de Lojistas para debater as principais tendências do setor, abordando "Produção e Vendas Sustentáveis - Workshop aproximação com o varejo". O evento teve a participação do presidente da Associação Brasileira de Artefatos e Calçados (Ablac), Carlos Mamuro Ajita. Empresários do setor estiveram reunidos para tirar dúvidas e participar do fórum em formato de talk show. A adequação às novas tendências do mercado e a relação entre lojistas e fabricantes foi um dos pontos debatidos durante o evento.

Os empresários têm preocupação em acertar na composição do lançamento de modelos em relação às estações, custos e benefícios FOTO: ELIZÂNGELA SANTOS

As próximas cidades a participarem do fórum são Campina Grande, na Paraíba, e Franca, em São Paulo. Juazeiro do Norte está entre as cinco cidades do Brasil consideradas polo na produção de calçados. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados e Vestuários do Ceará (Sindindústria), Antônio Barbosa Mendonça. O debate teve a parceria com as duas entidades e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

De acordo com Jussara Vieira, responsável pelo evento, o fórum vem atender a uma importante ação, que é a de estreitar o relacionamento entre lojistas e fabricantes do polo industrial de Juazeiro do Norte, com o objetivo de fomentar as negociações. Segundo ele, a medida integra o Sindindústria, no intuito de pontuar estratégias de aprimoramento no trabalho com as empresas do setor, para o mercado competitivo.

O empresário do setor calçadista e presidente da Ablac, Carlos Mamuro, destacou a importância do evento como forma de ampliar o debate relacionado ao andamento do setor no Brasil. São mais de 60 mil pontos comerciais no Brasil. Ele ressaltou a importância da produtividade do calçado, aliada à sustentabilidade, com aproveitamento dos resíduos do couro e o próprio material utilizado na confecção do calçado.

Preocupação

"É importante pensarmos também no calçado após ele ser utilizado, no aspecto de ter absorção total do material pela natureza", avalia. Essa, diz ele, é uma preocupação em nível mundial na fabricação de calçados. O presidente da Ablac aborda outra grande preocupação dos fabricantes, relacionada às pessoas obesas e diabéticas. "O calçado tem uma influência muito grande para esse público, que hoje representa 25% da população mundial", salienta. São fatores que elevam, segundo Mamuro, a convivência entre a natureza e o homem.

Segundo Mendonça, atualmente o Cariri está com 250 indústrias de grande, pequeno e médio porte, com 16 mil empregos diretos. Ano passado, conforme o presidente do Sindindustria, foram fabricados 96 milhões de pares no ano passado, o que representou R$ 576 milhões de sapatos vendidos da região do Cariri para o Brasil, incluindo as exportações. Ele afirma que a indústria do Cariri tem feito grandes investimentos em tecnologia para a produção de sapatos de qualidade, e isso tem feito um diferencial no mercado com o destaque do Cariri como polo produtor. "Temos um potencial muito grande, com indústrias equipadas para atender o mercado nacional e internacional", diz ele. Para Jussara, a escolha de Juazeiro do Norte, para sediar o evento, é justificada pelo seu potencial. Ela afirma que o mercado, na verdade, quer conhecer melhor esse importante polo que não para de crescer. Antônio Mendonça afirma que o evento vem trabalhado desde 2009, provocando o encontro de lojistas e fabricantes. "Às vezes, falamos tanto de exportação e esquecemos de um potencial tão grande, que é o mercado brasileiro", diz.

Para a coordenadora estadual da carteira de projetos de moda do Sebrae, Diva Mercedes, o evento é uma forma de aproximar a indústria do comércio local e isso representa uma grande iniciativa. "É importante que o lojista perceba o que está acontecendo no mundo e o que o mercado está querendo comprar", diz ela. Conforme a coordenadora, é importante perceber de que forma se estabelece essas parcerias. A Ablac representa 60 mil pontos de venda em todo o País.

ELIZÂNGELA SANTOS
REPÓRTER

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