Logística

Defesa Civil muda abastecimento

Agora, os caminhões estão bombeando a água das duas estações de tratamento da Cagece, uma na sede e a outra no distrito de Juatama ( Foto: Alex Pimentel )
00:00 · 09.01.2018 por Alex Pimentel - Colaborador

Quixadá. O abastecimento emergencial de água pela Operação Pipa para as comunidades rurais deste Município afetadas pela estiagem prolongada, teve sua logística inovada. Quase dois meses após o encerramento da greve de proprietários e motoristas dos carros-pipa no Estado, a Defesa Civil modificou o sistema de captação da água. Agora, os caminhões estão bombeando a água das duas estações de tratamento da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), uma na sede e a outra no distrito de Juatama, a 20Km do Centro.

Segundo o coordenador da Defesa Civil de Quixadá, Emanoel Barros da Silva, responsável pela nova operação, a mudança foi adotada por dois fatores. Um relacionado à qualidade da água e à segurança da população na prevenção de doenças provocadas por coliformes fecais. A outra está na agilidade de atendimento. Antes, os 35 carros-pipa precisavam percorrer diariamente quase 100Km, até o Canal da Integração, onde enchiam os tanques. No total, somente até o ponto de partida, eram 200Km para cada rota atendida. Agora, estão levando água a mais moradores.

"A cada dia estamos aprimorando o mapeamento dos nossos mananciais e a possibilidade do abastecimento ocorrer com mais agilidade. Também estávamos preocupados com a água do Canal da Integração. Fizemos coleta e solicitamos análise, já que vem bruta, apenas com a adição das pastilhas de cloro. Nos exames, ficou constatado um número três vezes maior de bactérias nocivas ao ser humano. Enquanto as chuvas não chegam, estamos estudando outras estratégias, mas o objetivo é tornar o serviço mais eficiente para a população carente por água", ressaltou Emanoel Silva.

Entretanto, a mudança não agradou os pipeiros, como são conhecidos os profissionais dessa área de transporte de água, e nem os consumidores. Os proprietários e motoristas dos carros-pipa reclamam da demora na operação de carga. Na Estação de Tratamento de Água (ETA) da sede, o atendimento só começa às 8h, com intervalo de 2h para o almoço e se encerra às 17h. Como a quantidade diária de rotas aumentou, há necessidade de ir à ETA mais vezes.

A situação da ETA de Juatama é mais complicada. Nem todo dia há água disponível para carregar os caminhões. O sistema de tratamento da água distribuída para a vila é pequeno. Retirando de cinco a dez cargas por dia, afeta os moradores, comentou um dos pipeiros, solicitando o anonimato.

Como o Açude Pedras Brancas, de onde é retirada a água para a região, encontra-se com menos de 5% da capacidade, estuda-se abastecer parte dos caminhões no Açude Pompeu Sobrinho, no município de Choró.

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