Auxílio técnico

Consultorias são boas opções para a melhoria dos negócios

O comércio é o segmento responsável pelo crescimento da economia na maioria das cidades do Interior

Lojistas e comerciantes precisam buscar auxílio técnico especializado para o incremento dos negócios. Da vitrine ao balcão, é preciso saber gerenciar e encontrar soluções para não amargar prejuízos ( Fotos: Alex Pimentel )
00:00 · 18.08.2018 por Alex Pimentel - Colaborador

Quixadá. O sonho de todo comerciante é expandir o seu negócio, preferencialmente com bom lucro. No Interior do Ceará é o segmento responsável pelo crescimento da economia na maioria das cidades. Entretanto, na opinião de especialistas no assunto, esse quadro pode e precisa melhorar. Por esse motivo, além do Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e Microempresas do Ceará (Sebrae-CE), o Serviço Nacional do Comércio (Senac) e profissionais de consultoria estão ampliando o atendimento aos empreendedores e profissionais da área.

Quixadá é um exemplo. O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) desta cidade, Gilberto Falcão, confirma o setor como o mais forte na economia local. Apesar de não ter números precisos, representa mais de 70% da movimentação financeira da maior cidade do Centro do Estado. Após o desaparecimento do "ouro branco", como o algodão ficou conhecido na região, foi o comércio que passou a sustentar a cidade, ofertando e segurando muitos empregos. "Resta à maioria dos nossos lojistas sair do comodismo e buscar alternativas para melhorar os negócios", destacou.

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Completando 40 anos em atividade, o líder classista reconhece a necessidade de lojistas e comerciantes buscarem auxílio técnico especializado para o incremento dos seus negócios. Da vitrine ao balcão, não basta apenas abrir as portas. É preciso saber gerenciar e encontrar soluções para não amargar prejuízos. Saber vender é apenas um dos elementos dessa imensa cadeia de negócios, incluindo o atacado, varejo e serviços, ressalta.

Pesquisa de mercado

Recentemente o consultor empresarial independente Eurismar Júnior realizou uma pesquisa de mercado em Quixadá. Visitou vários estabelecimentos e constatou perda de até 40% do faturamento. Encontrou o gargalo no atendimento. A falta de conhecimento do produto ou serviço que se está oferecendo, o desinteresse em solucionar os problemas do cliente, a falta de gerenciamento que gera atrasos e a má qualidade no produto foram os problemas detectados.

Ele citou um restaurante. Dois clientes tinham algumas horas livres para jantar e beber. O local não estava lotado. Ainda havia mesas disponíveis. Foi observado que a distribuição dos atendentes não era proporcional ao fluxo de pessoas. O atendimento demorou em torno de quatro minutos, entretanto, ao solicitarem as opções do jantar, o funcionário se retirava para perguntar ao seu superior, ou na cozinha, os detalhes do preparo. Apesar das diversas opções de drinques no menu, podendo gerar mais lucro, a bebida oferecida foi somente a cerveja.

"Sempre, após o fim da cerveja, era necessário solicitar a reposição ao atendente, gerando perda de mais minutos. No fim, resultou em uma venda menor. Quatro cervejas consumidas e uma refeição. "Com algumas estratégias, eles poderiam ter vendido, facilmente, três cervejas a mais nas duas horas que estivemos no local". Com base nesse atendimento, é possível calcular o seguinte: Em 8 horas de funcionamento, são 180 cervejas a menos ou R$1.080,00 de faturamento no dia. Em cinco dias de funcionamento por semana, no mês serão R$21,6 mil a menos no faturamento", ressaltou.

Fechando a sua análise, o consultor conclui a possibilidade de até contratar um atendente a mais. É preciso observar, porém, como o processo está acontecendo. Algumas vezes, o quadro de funcionários é suficiente, porém, a ausência de mão de obra qualificada, somada à falta de capacitação e de gerenciamento, resulta em atendimentos ineficientes. Casos semelhantes foram encontrados em outros estabelecimentos, como supermercados e oficinas.

Uma pesquisa realizada pela revista "Pequenas Empresas, Grandes Negócios" apontou que 61% dos consumidores afirmam que ser bem atendido é mais importante do que o preço ou a qualidade dos produtos. O estudo que ouviu 1.350 pessoas, de todas as classes sociais, em cinco capitais do Brasil. Revelou, ainda, que depois de avaliar o atendimento, 26% dos consumidores se preocupam com a qualidade e 24% disseram comprar de acordo com a imagem da empresa. Apenas 12% dos entrevistados acham o preço mais importante na hora da compra.

Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), relativos a 2016, o comércio cearense, incluindo lojas, postos de combustíveis, boxes em mercados e galpões, movimentou R$ 2,94 bilhões. Na balança comercial, o atacado e o varejo tiveram a maior receita operacional líquida, com R$ 1,47 bilhões, cada. São 1,7 milhões de profissionais trabalhando no comércio por atacado e 7,4 milhões no setor varejista. No Estado foram contabilizados 1,2 milhões de estabelecimentos comerciais lojistas e 195 mil de atacado.

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Eurismar Júnior (Consultor empresarial)

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