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Associação de Ciganos de Caucaia faz Ação Integrada

00:00 · 09.03.2018

A Associação de Preservação da Cultura Cigana de Caucaia (ASPRECCC) organiza na manhã de hoje (9) a Primeira Ação Integrada do grupo, voltada às comunidades ciganas que moram na localidade de Catuana, a cerca de 30 km do Centro de Caucaia.

O evento objetiva inscrever 23 famílias ciganas do Município no Cadastro Único (CadÚnico) - sistema criado pelo Governo Federal a fim de reunir informações de famílias em vulnerabilidade social. O CadÚnico funciona como requisito para participar de programas sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida.

De acordo com presidente da ASPRECCC, Rogério Ribeiro, o CadÚnico é de extrema necessidade para a comunidade cigana. "É muito importante porque vai declarar que existe ciganos no Estado, pois estamos perdendo políticas públicas porque os governos não se atentaram e os próprios ciganos temem represálias", afirmou, ao pontuar que há algo em torno de 25 cidades com essas comunidades, mas ele acredita que o Município seja o primeiro a realizar as inscrições.

Parceria

A Primeira Ação Integrada irá contar com a parceria de diversas instituições cearenses, incluindo o Governo do Estado e a Prefeitura de Caucaia. Estarão presentes duas secretarias estaduais: a Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) e a Secretaria Especial de Políticas Sobre Drogas; além de quatro municipais, incluindo a Secretaria de Esportes do Município.

Foi convidada ainda a Polícia Militar, que deverá realizar uma palestra sobre drogas. "Não vai ter cerimonial, não vai ser muito protocolado, é algo 'caipirão' mesmo, na frente da Associação; os entrevistadores terão suas mesas e haverá espaços com rodas de conversas", frisou Rogério.

Segundo o presidente da ASPRECCC, a comunidade de Catuana, na qual vivem cerca de três mil famílias, está passando por problemas frente ao pelo Poder Público, por isso foi o local escolhido para tal ação.

"As pessoas são praticamente esquecidas. Estamos interagindo com as comunidades a fim de dizer que cigano não é ladrão, marginal; estamos quebrando isso aí. Por isso, essa ação é muito legal e importante. Vai ser um marco, pois foi uma associação cigana que fez toda a articulação", explicou Rogério Ribeiro ao dizer: "ainda paira essa marginalização. Esse evento vai ser uma semente para bater no peito e dizer: 'eu sou cigano'".

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