Coletivas e bastidores

Violência domina discussões na Assembleia Legislativa

O presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque (PDT), presidiu a sessão solene e também acompanhou o governador em entrevistas coletivas ( Foto: José Leomar )
01:00 · 03.02.2018

Para além do momento principal na Assembleia Legislativa, ontem, que era a leitura da Mensagem Governamental pelo governador Camilo Santana, no Plenário 13 de Maio, o dia da abertura do ano legislativo foi de reencontros e discussões iniciais sobre política. No entanto, o principal assunto nos corredores da Casa foi o cenário de violência que tomou conta do Estado nos últimos dias, virando, inclusive, notícia internacional.

Secretários e deputados estaduais, além de outras autoridades que foram prestigiar a sessão solene de abertura dos trabalhos legislativos, eram, em alguns momentos, abordados para tratar da violência no Estado. Entretanto, discussões políticas das mais variadas também foram travadas em rodas de conversas entre gestores e parlamentares.

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Camilo Santana chegou pouco após o horário marcado e concedeu entrevista duas vezes para a imprensa, a primeira antes e a segunda após a leitura da Mensagem Governamental. Quando das coletivas, alguns parlamentares fizeram questão de estar ao lado do chefe do Poder Executivo nas filmagens. Além da vice-governadora, Izolda Cela, e do presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque (PDT), também estavam com Camilo Audic Mota (MDB), Julinho (PDT) e Leonardo Pinheiro (PP).

Ao todo, 42 dos 46 deputados estaduais acompanharam o governador durante seu discurso de abertura dos trabalhos legislativos. Mirian Sobreira (PDT), Rachel Marques (PT), David Durand (PRB) e Roberto Mesquita (PSD) foram os únicos que não participaram da sessão solene de sexta-feira. À imprensa, Camilo Santana disse que a Educação é a área "prioritária" do Governo neste último ano de mandato e a Segurança Pública, "o desafio".

O governador demonstrou insatisfação com leis vigentes no Brasil, bem como com a morosidade do Poder Judiciário em alguns casos. "Nós temos leis frouxas. A punição para quem mata aqui é muito pequena. É preciso que o Judiciário seja mais célere. O Brasil passa sete anos e meio para fazer uma condenação. É preciso ser mais célere nisso".

Congresso

Ele também afirmou que o presidente do Congresso Nacional, o senador Eunício Oliveira (MDB), se comprometeu em colocar em tramitação matérias de interesse dos estados no que diz respeito à Segurança Pública, como, por exemplo, a que trata da instalação de bloqueadores de sinal de telefonia em presídios do País. De acordo com Camilo, o emedebista disse que o Senado deve discutir outras matérias que visem reduzir a violência.

O governador destacou que deve aumentar o número de escolas em tempo integral no Ceará, assim como implantar o Batalhão Raio em todas os municípios com mais de 50 mil habitantes. Camilo também ressaltou a solicitação que fez ao presidente Michel Temer, de uma força-tarefa da Polícia Federal para auxiliar o Estado na investigação de crimes de tráfico de drogas.

Segundo ele, o Governo Federal precisa assumir suas responsabilidades na área. Para Camilo, contudo, todos os governos anteriores ao atual também têm sua margem de culpa, visto que não implantaram um Plano Nacional de Segurança Pública que pudesse diminuir a situação de violência no Brasil.

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