Esquerda

Vereador defende um só candidato

01:00 · 10.05.2018

O vereador Evaldo Lima (PCdoB) foi à tribuna da Câmara Municipal de Fortaleza, ontem, para defender que as esquerdas unifiquem suas campanhas eleitorais em torno de uma candidatura única à Presidência da República. Na sua avaliação, a proliferação de postulantes nesse campo ideológico pode levar a uma pulverização dos votos e a uma consequente ausência de esquerdistas no segundo turno.

Para ele, não está descartada uma etapa complementar protagonizada pelo ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) e o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), que representariam os setores conservador e fascista da direita, respectivamente. "Essa seria a culminância da tragédia do golpe no Brasil", declarou, referindo-se ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Na avaliação do vereador, os projetos políticos protagonizados pelas candidaturas de Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL), sua correligionária Manuela d'Ávila, e pelo PT - que defende o nome do ex-presidente Lula da Silva, que cumpre pena de mais de doze anos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro - teriam características próprias, demonstrando que "a esquerda brasileira é heterogênea", enfatizou.

O parlamentar avalia, entretanto, que há divergências que precisam ser discutidas. Ele ampara-se em análise do cientista político Theófilo Rodrigues, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, para apontar que Ciro, por exemplo, representaria um discurso desenvolvimentista, que buscaria conciliar patrões - em especial do setor industrial - com empregados como forma de desenvolver o setor produtivo em contraposição ao financeiro.

Para o parlamentar, "o PCdoB em nenhum momento será obstáculo para a unidade", embora tenha lançada a candidatura de Manuela d'Ávila.

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