Disputa proporcional

Sem 'blocão', base deve formar duas coligações

01:00 · 25.06.2018
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Segundo Nelson Martins, Camilo deve participar mais das definições a partir do dia 6 de julho ( Foto: Fabiane de Paula )

A base aliada do Governo enterrou de vez a ideia de formatação de um "blocão" que abrangesse todos os partidos que fazem parte do arco de aliança do governador Camilo Santana (PT). De acordo com o secretário chefe da Casa Civil, Nelson Martins, a tendência é a constituição de ao menos dois grandes blocos na disputa proporcional para deputado federal e estadual, que possam garantir o máximo de eleitos para dar sustentação a uma eventual segunda gestão do petista.

Segundo ele, a tese que ganhou força nos últimos dias é a da constituição de dois blocos robustos, sendo um liderado pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), legenda com maior densidade eleitoral no Estado. O secretário defendeu ainda que outras legendas possam estar alinhadas em blocos menores, para eleger pretensos candidatos com menor potencial de voto.

Cresceu também a ideia de inserir no mesmo bloco as siglas que recentemente aderiram à base governista, PSD e SD, além do MDB, que ainda não confirmou fazer parte da base aliada, mas, atualmente, é o partido mais beneficiado pela gestão. Na Assembleia Legislativa, todos os emedebistas já atuam como governistas e defendem aliança com o Governo Camilo.

"Chegou-se à conclusão de que, pela quantidade de partidos que tem na base do Governo e pela quantidade de pretensos candidatos, principalmente na disputa para deputado estadual, a gente está pensando em criar dois grandes blocos. Para fazer um 'blocão' seria muito difícil, porque vai deixar muita gente boa de fora", apontou Martins.

Ele ressaltou que a legislação eleitoral estabelece que o total de candidatos por partido ou coligação seja a totalidade das vagas em disputa mais 50%. No caso da Assembleia, com seus 46 assentos mais 23, o total seria de apenas 69 postulações. Obrigatoriamente, ao menos 30% delas, ou seja, 21 candidaturas, devem ser de mulheres. "Temos que trabalhar com dois blocos e com possibilidade de termos alguns partidos da base saindo de fora desses blocos", admitiu.

O Patriotas (antigo PEN), por exemplo, já está praticamente com chapa montada para a disputa estadual, e pretende ir para a campanha isolado. PPS, PRB e PPL também já definiram seu bloco recentemente, com vistas, principalmente, à disputa para deputado federal. Nelson Martins ressaltou também que a ideia de formatação de dois blocos deve valer para ambas as disputas proporcionais: para deputado federal e estadual.

Definições

"Para federal temos 22 vagas mais 11, totalizando 33. Dessas 33, no mínimo 10 têm que ser de um dos sexos. Pela quantidade de partidos e candidatos, também não caberia em uma chapa só. Há essa tendência natural de irmos com mais de um bloco".

Ele disse também que não foi definido que partidos comandariam os blocos mais robustos da base governista, mas deu como certo que o PDT tende a estar à frente de um desses agrupamentos. "Ainda vamos ver quais serão os partidos, mas dos dois blocos, certamente, o PDT deve comandar um, porque tem maior número de deputados e uma chapa forte", justificou. Segundo ele, as definições sobre os blocos tendem a ser intensificadas após o dia 6 de julho, quando o governador se dedicará mais à campanha eleitoral.

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