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Resolução do PT enquadra Camilo

01:00 · 30.07.2018
Camilo Santana
Governador Camilo Santana, com a camisa do PT, cumprimenta o presidente estadual da sigla, deputado Moisés Braz, no último sábado ( FOTO: KLEBER A. GONÇALVES )

O Partido dos Trabalhadores (PT) aprovou resolução impondo o apoio do governador Camilo Santana à candidatura presidencial de Lula ou de quem o substituir, caso esteja realmente impedido de disputar por estar enquadrado na Lei da Ficha Limpa. O ex-presidente está preso em Curitiba, cumprindo uma pena superior a 12 anos, confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. O governador participou parcialmente do encontro em que a resolução foi aprovada, no último sábado.

> Candidatos ao governo com nomes oficializados 
 
No mesmo evento, por expressiva maioria, quase dois terços dos votos, os petistas decidirão que não terão candidato a senador nas eleições deste ano. Este era o projeto do grupo que faz oposição a Camilo dentro do PT. A própria candidatura à reeleição do governador e a apresentação da chapa de candidatos à Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa só serão oficializadas no próximo domingo, assim como a efetivação ou não de coligações proporcionais.

Antes mesmo do início do Encontro de Tática Eleitoral, várias faixas foram afixadas nas proximidades do local do evento, um dos hoteis da Capital, pedia que Pimentel pudesse disputar a reeleição, assim como várias palavras de ordem foram puxadas em favor da tese. "É importante eleger o Lula, mas também o time do Lula", explica o deputado estadual Elmano de Freitas, um dos apoiadores da ideia levantada pela deputada Luizianne Lins e outros. De acordo com o parlamentar, os petistas precisam trabalhar para que um futuro governo liderado por eles conte com o apoio do Congresso.

Compromisso

O texto aprovado recebeu emenda estabelecendo que o candidato a governador do partido apoiará quem a sigla escolher para disputar a Presidência da República, seja Lula ou não. Este último ponto era reivindicado por nomes do partido como o da deputada federal Luizianne Lins. "Isso para nós é fundamental, porque, como eu sou da Executiva nacional, eu sou cobrada, porque o Ciro é aqui do Ceará", declara a parlamentar.

A petista ameaçou concorrer contra Camilo pela indicação do partido para o Palácio da Abolição caso o compromisso não fosse firmado. "Vou fazer tudo o que eu puder para viabilizar o palanque do candidato do PT aqui no Ceará", declarou.

O governador compareceu ao encontro e afirmou em discurso que estaria ao lado de Lula. Em entrevista, quando já deixava o evento, antes do seu encerramento, declarou que "qualquer que seja a decisão que o PT tomar, eu acatarei". No seu discurso aos participantes, ele disse que por várias vezes tentaram colocá-lo contra o partido. "Nesses três anos e sete meses que eu estou à frente do Governo, todo mundo dizia que eu sairia do PT. Foram várias manchetes de jornais dizendo que eu ia para partido A, B e C. E eu não sei qual era a intenção disso", declarou.

Segundo o deputado estadual Moisés Braz, presidente exercício da agremiação no Ceará, Camilo já havia deixado claro que acataria a decisão do PT. "Já havíamos dialogado com o governador e ele já havia deixado isso claro. Não tínhamos tornado público porque precisávamos que ele viesse aqui e dissesse isso oficialmente", declarou.

O principal partido de apoio ao governador Camilo Santana, o PDT, tem um candidato à Presidência da República que é uma das principais lideranças do partido no Ceará, Ciro Gomes, ao lado do irmão Cid Gomes.

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