Vereadores da Capital

Recesso tem ações de olho no pleito

01:00 · 09.07.2018

Na primeira semana após o início do recesso parlamentar da Câmara Municipal de Fortaleza, vereadores afirmam que os trabalhos continuam, mesmo que não incluam o plenário e as comissões técnicas da Casa. Às vésperas de uma eleição, o debate sobre o pleito também ganha força, já que alguns parlamentares estão envolvidos nas pré-campanhas de postulantes aos cargos em disputa neste ano.

Um dos que asseguram isso é Márcio Martins (PR). O parlamentar, que atua na coordenação da pré-campanha do general Guilherme Theophilo (PSDB) ao Governo do Estado, declara que deve dedicar tempo na agenda para acompanhar as atividades do postulante ao Palácio da Abolição. "Estamos em uma agenda de visitas a feiras livres ao longo de julho e devo acompanhá-lo nesse momento", diz. Ele pondera, contudo, que seu gabinete continuará funcionando normalmente.

Quem também deve dedicar tempo à disputa é Célio Studart (PV), pré-candidato a deputado federal. "Vamos ter que trabalhar 24h por dia para tratar de questões partidárias, de encontros, de todas as atividades", afirma o vereador, que é presidente estadual da sigla. Assim como Martins, porém, Célio Studart diz que não há como deixar as questões da Câmara de lado. "Um mandato de vereador bem feito é algo que pode favorecer a população a compreender a vontade do mandatário. Uma pretensão (eleitoral) soma-se a um mandato nesse sentido".

Já Marcelo Lemos (PSL) deve aproveitar este mês para apresentar seus pré-candidatos a deputado estadual e federal à população. "Já estamos levando eles para o nosso bairro para que sejam bem aceitos", diz o vereador, com atuação na região do Grande Bom Jardim, sem citar os nomes dos postulantes.

Benigno Jr. (PSD), por sua vez, afirma que a atuação pré-eleitoral de seu mandato, ao longo do mês, será discreta, já que não deve participar da disputa eleitoral. Segundo ele, coletar as demandas da população deve ser a atividade mais importante no período do recesso parlamentar. "O recesso é do plenário, e não do vereador", declara.

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