Servidores municipais

Reajuste salarial dos professores é maior

01:00 · 07.06.2018 / atualizado às 01:26

Começou a tramitar, ontem, na Câmara Municipal de Fortaleza, o projeto de reajuste dos professores da rede municipal de ensino, no percentual de 6,81%, juntamente com a regulamentação da suplementação de carga horária e o reajuste da Gratificação de Incentivo à Lotação. As mensagens do prefeito Roberto Cláudio (PDT) fazem parte do acordo feito entre Prefeitura e professores para debelar a greve da categoria, deflagrada em abril e encerrada no começo de maio.

Pelos termos das mensagens, os professores terão 3,63% de reajuste a mais do que os demais servidores municipais, que receberam 2,95% de aumento neste ano, em duas parcelas. A primeira, de 1,86%, será paga a partir do próximo mês, e o restante a partir de novembro, estendido também aos aposentados e pensionistas. O Auxílio Dedicação Integral, nome dado ao vale-refeição da categoria, também é reajustado para R$12,10.

Além disso, os auxiliares de educação infantil passarão a ter direito à Gratificação de Incentivo à Lotação, pago a professores que atuam em escolas de difícil acesso, correspondendo a 30% do salário inicial da categoria. A Prefeitura também apresentou proposta de regulamentação da suplementação - quando um professor passa a ter uma carga horária superior àquela para a qual foi contratado - e quando esse valor a mais pode ser incorporado ao salário-base.

Orçamento

A Câmara aprovou, ontem, em segundo turno, a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2018, que deve orientar a feitura do Orçamento do próximo ano. O texto, que foi aprovado de forma consensual, prevê receita corrente para o próximo ano de R$7,2 bilhões. O Paço deve investir cerca de R$890 milhões.

De acordo com a proposta, que segue para votação em redação final antes de ser enviada para sanção do prefeito Roberto Cláudio (PDT), as metas do Orçamento devem ser organizadas nos eixos governança municipal, equidade territorial e social, cidade integrada, acessível e justa, vida comunitária, acolhimento e bem-estar, desenvolvimento da cultura e do conhecimento, dinamização econômica e inclusão produtiva, e qualidade do meio ambiente e recursos naturais. O Orçamento para 2019 deve ser votado até dezembro.

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