Convenção partidária

PSDB elege seu novo diretório estadual no Ceará

Na convenção estadual tucana, o senador Tasso criticou o Governo Temer e a "oligarquia" no Estado do Ceará

O senador Tasso Jereissati fala, no encerramento da convenção do PSDB, na Câmara Municipal de Fortaleza, ao lado da esposa, Renata Jereissati, e do novo presidente do diretório estadual, Francini Guedes ( Foto: José Leomar )
01:00 · 11.11.2017

O senador Tasso Jereissati (PSDB) voltou a defender, ontem, na convenção de seu partido, em Fortaleza, uma renovação dos quadros para a disputa majoritária no Ceará, reafirmando que não pretende ser o candidato a governador do Estado. Durante seu pronunciamento, o líder político fez críticas à gestão de Michel Temer, a quem chamou de "Governo de cooptação", e disse que a sigla tucana, em muitos momentos, perdeu o rumo da história, necessitando, agora, "separar o joio do trigo".

O senador afirmou que tem travado uma luta dentro da agremiação, e se empenhado em recuperar aquilo que sempre foi seu capital mais forte, a credibilidade. "O PSDB tem característica, e mesmo aqueles que não votavam no PSDB, que não queriam o PSDB por ideologia, respeitavam o nosso partido por sua credibilidade".

Fidelidade

Tasso disse ainda que Aécio Neves não quer que ele conduza o processo de renovação da legenda, pois está em linha diferente, "fazendo o que pode, no intuito de deixar tudo como está. A história do PSDB foi erguida em cima de muita luta, muita ética, enfrentando resistência".

"O PSDB desses caras que estão aí não é o meu PSDB, nem de Mário Covas ou Fernando Henrique. Estamos pregando para ficar de fora do Governo, porque esse Governo do Temer não tem nada a ver com a gente. Esse espetáculo de fisiologismo, onde seis de seus principais assessores, dos mais próximos e importantes, estão na cadeia, presos. Esse não é o tipo de Governo que apoiamos".

Tasso também fez críticas àqueles que trocam de partido quando há mudança de gestão, e aproveitou para elogiar o novo presidente da legenda, Francini Guedes, que permaneceu no partido mesmo com todas as adversidades. Atualmente, o PSDB do Ceará é composto por um senador da República, um deputado federal, um estadual e um vereador em Fortaleza.

"Não sou candidato, e por enquanto não temos nomes, mas eu defendo o nome de gente boa", disse. No entanto, em seu discurso, apesar de ser enfático, não deixou tão claro que não seria o candidato ao pleito do próximo ano. "O PSDB não pode depender de um nome só. Tem tanta gente boa, nova, com faca nos dentes, pronta para brigar. Às vezes, o mais cômodo é disputar com o mais conhecido, que já foi governador, pode ser. Mas está na hora de a gente mudar", defendeu o tucano.

Oligarquia

"Nós temos a prova, no Brasil e no Ceará, do mal que fez ao País os dez anos de petismo. Eles deixaram a maior recessão e maior desemprego da história do Brasil. Esses dez anos levaram à maior escalada de corrupção do mundo. O petismo trouxe a desvalorização dos valores da sociedade brasileira", atacou.

"Temos uma oligarquia aqui. Depois da oligarquia dos Accioly, nós voltamos a ter uma onde um irmão é candidato disso, o outro daquilo, a irmã daquilo e o governador é mandado por eles. Isso não podemos aceitar. Nós não temos medo de enfrentar, nós somos de luta", apontou.

Além de Francini Guedes na presidência estadual do PSDB, a executiva conta agora com o médico  Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho (Cabeto), na vice-presidência; e Geraldo Lucena na 2ª vice-presidência. Emília Pessoa é a 1ª secretária, Camila Castro, a tesoureira, e João Barroso, o secretário-geral.

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