Agenda na Capital

Presidenciável do PSTU prega estatização em massa

Operária sapateira, Vera Lúcia visitou, ontem, o Diário do Nordeste. Na manhã deste sábado, ela participa de evento na sede do PSTU, no Benfica ( Foto: Kid Júnior )
01:00 · 07.07.2018

Pré-candidata do PSTU à Presidência da República, a operária sapateira Vera Lúcia tem como objetivo principal, na campanha deste ano, difundir a necessidade de uma "revolução socialista" no País, que destrua o modelo capitalista vigente no Brasil. A postulante, que participa, hoje (7), do lançamento da pré-candidatura de Francisco Gonzaga (PSTU) ao Governo do Estado, em Fortaleza, tem como propostas a estatização das 100 maiores empresas do País, o não pagamento da dívida pública e, caso seja necessário, o fechamento do Congresso Nacional.

Para a pré-candidata do PSTU, pernambucana radicada em Sergipe e formada em Ciências Sociais pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), os principais problemas do Brasil só serão resolvidos, em primeiro lugar, com o não pagamento da dívida pública. "Precisamos desse dinheiro para resolver os problemas básicos do País. Precisamos que as empresas brasileiras, a economia brasileira, se livrem do imperialismo norte-americano, porque as multinacionais que vêm para cá exploram mão-de-obra farta e barata e mandam os lucros para fora", defendeu.

Questionada sobre como implantará suas propostas diante de um Congresso Nacional sem representante do partido, Vera Lúcia disse que, se necessário, fechará as duas principais casas legislativas do País. "O chamado é para destruir esse sistema, essa realidade. Precisamos organizar a classe para que ela se rebele contra isso. Num primeiro momento, teremos os conselhos populares e, depois, no processo, impomos nossa vontade. Se decidir que é para fechar o Congresso, é a classe trabalhadora quem decide", argumentou.

Diferença

Ela ressaltou, ainda, que o projeto de Nação defendido pelo PSTU se diferencia dos apresentados por outros partidos de esquerda. "Esse projeto que está aí é de conservação do modelo em que estamos vivendo hoje. Eles dizem que vão resolver os problemas do País pagando a dívida pública, fazendo reforma da Previdência, que vão continuar o que está aí, mas isso todos os outros governos já fizeram".

Além da proposta de não pagar a dívida pública, a pré-candidata defende um plano de obras públicas no País e quer reduzir a jornada de trabalho para, no máximo, 36 horas semanais, abrindo novas vagas no mercado. Ela propõe, ainda, reestatizar empresas e estatizar as 100 maiores empresas do País, além da criar uma polícia única que faria "um plano de autodefesa para evitar toda essa violência".

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