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Poucos governistas estão utilizando a tribuna da Assembleia Legislativa

01:00 · 01.05.2018 / atualizado às 01:03
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Manoel Santana, mesmo suplente, foi um dos mais fizeram discursos na Assembleia ( Foto: Helene Santos )

Apesar de mais robusta, com a participação de até 37 membros, a base governista de Camilo Santana na Assembleia Legislativa é dispersa e quase sempre está ausente durante as atividades legislativas em plenário. Por conta disso, as sessões ordinárias passam a ser cada vez mais esvaziadas e com menos debates.

A bancada de oposição, no máximo, tem oito membros, sendo que um parlamentar, Ely Aguiar (PSDC), se autointitula "independente". Caso preferissem, os aliados poderiam se organizar para utilizarem todos os tempos de uma sessão ordinária, apresentando feitos da gestão, e dessa forma evitando alguns dos ataques feitos pelos oposicionistas.

Ao contrário disso, conforme denunciam os próprios opositores, deputados da base madrugam na sede do Poder Legislativo só para reservarem os espaços na tribuna que, geralmente, não são utilizados por eles, mas deixa a oposição sem falar.

Durante todo o mês de abril, de acordo com o Portal da Assembleia Legislativa, 15 deputados da base governista utilizaram a tribuna durante o Primeiro e Segundo Expedientes da Casa. Na oposição, cinco parlamentares utilizaram a mesma tribuna com algumas denúncias contra a gestão Camilo Santana.

Revezaram

Neste período, quem mais utilizou tribuna foram os deputados Ferreira Aragão (PDT), Sérgio Aguiar (PDT), Dedé Teixeira (PT) e Ely Aguiar (PSDC). O suplente de deputado Manoel Santana (PT), ainda que tenha permanecido na Casa apenas até os primeiros dias de abril, utilizou a tribuna mais vezes que a maioria dos governistas. Para se ter uma ideia, entre os dias 3 e 5 de abril ele fez uso da palavra durante o Primeiro Expediente três vezes.

Outros que se revezaram nos pronunciamentos foram Osmar Baquit (PDT), Silvana Oliveira (PR), Heitor Férrer (SD), Capitão Wagner (PROS), Leonardo Pinheiro (PP), Elmano de Freitas (PT), Rachel Marques (PT), Evandro Leitão (PDT), Tomaz Holanda (PPS), Fernando Hugo (PP), Bruno Pedrosa (PP), Yuri Guerra (PP), George Valentim (PCdoB), Carlos Matos (PSDB), Roberto Mesquita (PROS), Fernanda Pessoa (PSDB) e Audic Mota (PSB).

De acordo com o líder do Governo, deputado Evandro Leitão, o esvaziamento do Plenário 13 de Maio retrata o período que antecede as eleições gerais de outubro próximo. Segundo ele, os parlamentares estão preocupados com o pleito eleitoral e isso não tem afetado apenas os membros da base governista, mas também da oposição.

"Todos os deputados estão preocupados com o período pré-eleitoral, e tem muita gente trabalhando, o que faz com que o plenário esteja mais esvaziado", disse. Não há, porém, por parte da liderança qualquer esforço para garantir a permanência dos membros da base no plenário da Casa. A atenção é dada apenas às quintas-feiras, quando, geralmente, acontecem votações.

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