Condenação

Petistas saem em defesa de Lula

01:00 · 14.07.2017

A condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e seis meses de prisão, sentenciada pelo juiz Sérgio Moro na última quarta-feira (12), foi rechaçada durante discursos na sessão de ontem na Assembleia Legislativa do Ceará. Os quatro deputados petistas usaram a tribuna para criticar e questionar a decisão. Moisés Braz puxou as falas, destacando realizações dos governos do PT e dizendo que o partido e a população brasileira foram "surpreendidos", mais uma vez, pela condenação.

"Alega, inclusive, que ele foi beneficiado por um tríplex. Para nós, do PT, era esperado que a posição do juiz fosse essa. Até porque sabemos que o que está em debate é tirar Lula da disputa política do ano que vem", apontou. "Todas as pesquisas apontam Lula como o governo que ajudou o povo e tem preferência para a disputa de 2018".

Manoel Santana (PT) leu nota oficial do partido contra a condenação e ressaltou que, "curiosamente, a sentença saiu um dia depois da votação de medidas que retiraram direitos dos trabalhadores, e agora serão esquecidas". Ele exclamou que a sentença foi baseada apenas em delações premiadas, "sem que houvesse a apresentação de provas que justifiquem a condenação".

Sem sustentação

Outro que não poupou críticas a Moro foi Elmano de Freitas (PT). "Temos, nesse caso, uma grave violação do direto não apenas do Lula, mas do cidadão e da cidadã que, se um dia, um bandido qualquer não gostar de você e disser que você praticou um crime, sem você ter praticado, basta a fala do criminoso para lhe condenar. Esta é a tese de Sérgio Moro", disparou.

Rachel Marques (PT) disse estar indignada com a sentença. "Ao mesmo tempo em que a gente vê o presidente Lula sendo condenado sem provas, vemos Aécio sendo liberado. Isso nos faz constatar que essas são facetas desse golpe que tirou uma presidenta legitimamente eleita e que vem tendo várias consequências muito danosas ao povo brasileiro". Condenar o ex-presidente seria, para ela, mais uma etapa do "golpe", para retirá-lo da disputa de 2018.

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