Urgência

Petistas criticam reforma trabalhista

00:00 · 20.04.2017 / atualizado às 00:36

Dois dos quatro deputados petistas em atividade na Assembleia Legislativa do Ceará, Rachel Marques e Manoel Santana, usaram da tribuna do Plenário 13 de Maio, ontem, para tecer críticas ao Governo de Michel Temer (PMDB). O resultado da votação de terça-feira, que na Câmara Federal significou derrota para o Governo Federal, que pretendia acelerar a reforma trabalhista, foi comemorado pela deputada Rachel Marques (PT). Ainda ontem, porém, deputados federais aprovaram outro requerimento de urgência para a tramitação da proposta na Casa.

A parlamentar repercutiu matérias de jornais que traziam que apenas 230 deputados votaram com o governo, quando era preciso o voto de pelo menos 257 dos 513 deputados para que a reforma tramitasse em regime de urgência. Mais tarde, o novo requerimento foi aprovado com 287 votos. A proposta, segundo a petista apontou da tribuna, revoga direitos trabalhistas e por isso ela não poderia deixar de levar o assunto para o Plenário. "A intenção na data de ontem (terça-feira) era não possibilitar espaço para debates e manifestações. Mas o povo está nas ruas e vai continuar mobilizado".

A votação, conforme destacou, serviria para mostrar que a base governista conta com voto suficiente para aprovar a reforma da Previdência. "Na realidade, o Governo e sua base, querem precarizar os direitos trabalhistas, querem usar a aprovação da reforma para mostrarem que têm votos para aprovar toda a pauta legislativa de atrasos".

O outro petista, Manoel Santana, afirmou que a reforma trabalhista está dentro de uma "cesta de maldades" muito farta feita pelo Governo Temer. Lá, de acordo com ele, também estão a reforma da Previdência e a retirada de muitos direitos dos trabalhadores. "São 117 itens que querem mudar. Todos para prejudicar os trabalhadores", destacou, citando ainda que se propõe a redução de salários.

Ele se disse impressionado com a maldade de reduzir o tempo de intervalo entre as jornadas de trabalho. "Já pensou o trabalhador da agricultura, do pesado, como vai se recuperar desse trabalho exaustivo em meia hora de intervalo para almoço? Tem ainda o parcelamento das férias e o fim da obrigatoriedade de pagar as férias integrais para quem tem mais de 50 anos. São todas propostas perversas e que vêm para destruir os direitos dos trabalhadores", disse.

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