repercussão

Petistas criticam a decisão do Supremo

01:00 · 06.04.2018

"Não esperem de nós, do PT, a submissão diante da injustiça, submissão diante da afronta à Constituição. Esperem do PT uma militância mais aguerrida", afirmou da tribuna da Assembleia Legislativa, ontem, o deputado Elmano de Freitas (PT). A bancada petista reagiu com críticas ao resultado do julgamento do habeas corpus ao ex-presidente Lula, no Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou o início do cumprimento da pena do petista, condenado, em segunda instância, a 12 anos de prisão no processo do tríplex.

O deputado destacou o direito que a Constituição assegura ao cidadão à presunção de inocência até que os recursos à sentença condenatória sejam julgados. Ele não citou entendimento adotado pela maioria do STF, em 2016, de que o réu pode começar a cumprir a pena, após decisão em segunda instância.

Para Elmano, a prisão de Lula o transformará no "novo Mandela", fazendo referência ao ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela. "O Lula, se for preso, vai sair da prisão para ser presidente do Brasil", disse.

O deputado Manoel Santana, ontem já não mais integrante da bancada do PT, pois trocou o partido pelo PCdoB para disputar um novo mandato, repetiu parte do seu discurso no dia anterior, também no plenário da Assembleia Legislativa.

Para ele, "assim como diz a estrofe de uma música que ninguém pode prender um sonho e impedir alguém de lutar, ninguém pode abafar o grito dos oprimidos. Todo sonho se alimenta da história e acredito que o povo unido vencerá esse momento de dificuldades que o País atravessa".

Na Câmara Municipal de Fortaleza, o vereador Acrísio Sena, presidente municipal do PT, disse estar indignado pelo fato da condenação de Lula não ter sido, na sua visão, baseada em argumentos jurídicos, mas em cálculos políticos. Para Acrísio, o País vive "uma grande instabilidade institucional", e a decisão de quarta-feira poderá levar a uma "recessão democrática".

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