Combustíveis

Petista condena política de preços

01:00 · 31.05.2018

Ao criticar a política de reajuste dos preços dos combustíveis adotada pela Petrobras e responsabilizar o Governo Federal por ela, a deputada Rachel Marques (PT) foi questionada ontem, na Assembleia Legislativa, pelo deputado Ely Aguiar (PSDC), sobre o envolvimento de membros da sigla petista em escândalos de corrupção na estatal. A parlamentar, que apoia a greve dos caminhoneiros e a dos petroleiros, iniciada ontem, também contra o aumento dos combustíveis, sustentou que durante os governos do PT não se praticava uma política "entreguista".

Rachel Marques ressaltou que as paralisações ocorridas no País são reflexo do "maior desmonte da história da Petrobras". "Porque essa política de preços adotada pela presidência da Petrobras leva a essa situação de abusos, aumentos constantes, até diários, que vimos acontecer, que o povo brasileiro repudia isso", apontou. Além disso, citou Rachel, inserido na política de "desmonte" da Petrobras está o fechamento da usina de biodiesel no município de Quixadá. "Na contramão do que está acontecendo no mundo inteiro, que é a busca por combustíveis não poluentes, não fósseis", disse.

Para Rachel, os "culpados" por esse "caos" são o presidente da Petrobras, Pedro Parente, e o "presidente ilegítimo" Michel Temer (MDB). Nesse momento, porém, o deputado Ely Aguiar interveio na fala da petista e disse que quem havia "quebrado" a Petrobras foi o PT. Rachel defendeu que, durante os governos do PT, a Petrobras fez grandes investimentos, inclusive, para o descobrimento do pré-sal. "E não estava entregando numa política entreguista como hoje é a política adotada pela Petrobras, pelo presidente Pedro Parente", rebateu.

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