Negociações para o pleito

Partidos traçam metas para eleger deputados

As candidaturas só serão oficializadas entre julho e agosto, mas a maioria das siglas já monta suas chapas

Embora alguns partidos tenham aumentado suas bancadas na janela partidária, todos buscam ocupar mais espaços na AL a partir de 2019 ( Foto: José Leomar )
01:00 · 07.05.2018

As principais legendas com representatividade no Ceará já têm uma projeção das composições em que devem apostar objetivando êxito no pleito de outubro próximo. A maioria pretende aumentar o número de representantes de suas bancadas na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal, porém, muitas siglas ainda não entraram em acordo com aliados sobre a possibilidade de irem para a disputa com coligação ou isoladamente.

Atualmente, PDT, PT, MDB, PSD, PSDB e PSD são as legendas com mais representantes em câmaras municipais e prefeituras no Ceará. Já o PROS, após o processo de janela partidária, entre março e abril, atraiu dois deputados estaduais e um federal, visando se configurar, mais adiante, como uma legenda com potencial eleitoral no Estado.

O MDB possui quatro parlamentares na Assembleia e dois deputados federais, além de um senador. O partido perdeu espaço após a janela partidária tanto em esfera federal quanto estadual, mas o presidente interino da legenda, Gaudêncio Lucena, afirma que a perspectiva para a eleição deste ano é ampliar as bancadas emedebistas.

No entanto, ele aponta que há "certa cautela" na sigla, uma vez que os "grandes partidos" são vistos com reserva por alguns pretensos candidatos, pois exigiriam mais votos para a eleição. Gaudêncio Lucena salienta que a possibilidade maior é de coligação do MDB com outras legendas, possivelmente da base de Camilo Santana (PT).

Há mais de uma década longe do Governo do Estado, o PSDB está apostando suas fichas no general Guilherme Theophilo, recém-filiado à legenda. O partido, porém, ainda precisa convencer a cúpula da oposição no Ceará, bem como trabalhar uma coligação forte tanto na disputa majoritária quanto proporcional. Hoje, o PSDB possui dois deputados estaduais, dois federais e um senador no Estado.

A sigla tucana se beneficiou da janela partidária com ingresso do deputado federal Danilo Forte e do grupo político liderado pelo vice-prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa. O presidente estadual da legenda, Francini Guedes, afirma que o partido tem, até o momento, 27 pré-candidatos a deputado estadual e 11 a deputado federal.

Maior bancada

Para a disputa por vagas na Câmara, o partido deve apostar nos nomes de Raimundo Gomes de Matos, Roberto Pessoa, Danilo Forte e Raimundo Bezerra Filho. Para a Assembleia, as principais indicações são os deputados estaduais Fernanda Pessoa, Carlos Matos e o vereador de Fortaleza Plácido Filho.

Maior partido no Legislativo cearense, o PDT possui 12 deputados estaduais e três federais. Internamente, a expectativa, segundo o presidente do partido, André Figueiredo, é eleger até 15 deputados estaduais e seis federais. Dentre os pretensos candidatos à Câmara estão o ex-secretário Mauro Filho, Leônidas Cristino, Robério Monteiro, Idilvan Alencar, Mosiah Torgan, Totonho Lopes, Antônio Balhmann e o próprio André Figueiredo.

Na atual bancada estadual, à exceção de Robério Monteiro, todos são pré-candidatos à reeleição. Somam-se a eles as postulações do presidente da Câmara de Fortaleza, Salmito Filho, do ex-chefe de gabinete da Prefeitura de Fortaleza, Queiroz Filho, do ex-prefeito de Brejo Santo, Guilherme Landim, e de Lia Gomes, irmã de Ciro e Cid Gomes; além do ex-secretário do Trabalho e Desenvolvimento Social, Josbertini Clementino.

De acordo com Figueiredo, não compor coligação seria mais cômodo para a legenda. No entanto, ele defende conciliar as pretensões com os interesses do arco de aliança. "Mas sempre colocando que se coligar para federal, se coliga para estadual e vice-versa", apontou.

Já no PP, que tem um deputado federal eleito e seis titulares no exercício do mandato na Assembleia, além de um suplente, a meta é manter a bancada no Legislativo Estadual e dobrar a bancada na Câmara.

"Nossos pré-candidatos são, fundamentalmente, os parlamentares com mandato. Estamos sondando com outros potenciais candidatos, mas isso vai depender de como vai ficar a coligação para saber o universo do número de candidaturas", explicou o secretário-geral da legenda, Paulo Henrique Lustosa. O PP vai apostar nas candidaturas de Macedo e do ex-prefeito de Massapê, Antônio José, à Câmara. Ele diz que a tendência, na legenda, é compor as coligações majoritária e proporcional.

Ganhar espaços

O PT ainda é uma das maiores legendas do Ceará, com quatro deputados estaduais, três federais, um senador e o governador do Estado. A legenda chegou a defender chapa pura para a disputa proporcional, mas já sinalizou que poderá mudar de ideia em prol da aliança.

"Pretendemos eleger cinco deputados estaduais e quatro deputados federais. Sobre coligações, o PT só irá definir suas alianças em junho, quando acontece o Encontro Estadual de Tática Eleitoral do Partido", disse o presidente interino da sigla, Moisés Braz. Segundo ele, os atuais parlamentares petistas são pré-candidatos e novos nomes serão apresentados em um Encontro de Tática Eleitoral da sigla.

O PROS segue sendo uma das pequenas legendas no Estado, mas com potencial de crescimento nos próximos anos. Atualmente, o partido possui dois deputados estaduais e um federal, mas projeta eleger três ou quatro deputados federais e estaduais, indo para a disputa proporcional de forma isolada. Liderado pelo deputado Capitão Wagner, a sigla, segundo disse, tem chapa própria com 33 pré-candidatos a federal e 69 a estadual.

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