Crise na PF

Segóvia responderá a Barroso após o Carnaval

Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) se posicionou contrariamente às declarações do diretor-geral da corporação

18:32 · 10.02.2018 por Agência Brasil
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Segóvia negou, por meio de nota, que tenha previsto o arquivamento do inquérito que investiga Temer ( Foto: Ag. Brasil )
Em nota enviada aos servidores da Polícia Federal (PF), o diretor-geral da corporação, Fernando Segóvia, negou que tenha previsto o arquivamento de um inquérito que investiga o presidente Michel Temer, durante entrevista concedida à imprensa na sexta-feira (9). No comunicado, Segóvia afirma que as investigações contam com "autonomia e isenção" e disse que confia nas equipes da PF.
 
A afirmação de Segóvia é uma resposta ao ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF) que neste sábado (10) determinou a intimação do diretor-geral após as declarações dadas à Agência Reuters e publicadas no portal da empresa jornalística. Na entrevista, o delegado disse que os "indícios são muito frágeis" e sugere que o inquérito "pode até concluir que não houve crime". De acordo com a assessoria da Polícia Federal, Segóvia "responderá diretamente" a Barroso sobre o assunto na próxima quarta-feira (14).
 
Após o episódio, a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) se posicionou contrariamente às declarações. Segundo o presidente da entidade, Luís Boudens, Segóvia "extrapolou" as suas funções ao se manifestar sobre questões internas de uma investigação criminal ainda em andamento.
 
Além de pedir uma retratação pública por parte do diretor-geral, a Fenapef expressa "sua discordância e preocupação com as declarações atribuídas ao diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, em entrevista concedida à Agência Reuters de Notícia, sobre as investigações envolvendo o atual Presidente da República".

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