Repercussão política

É "terrorismo", afirma Camilo sobre onda de ataques a ônibus

"Isso é uma reação às ações que a Polícia está fazendo", disse Camilo Santana

17:02 · 20.04.2017 / atualizado às 18:09
Camilo
Camilo Santana participou nesta quinta-feira, no Palácio da Abolição, da assinatura de Termo de Cooperação Técnica entre Governo do Ceará, Fiec e Banco do Brasil ( FOTO: DIVULGAÇÂO )
O governador Camilo Santana (PT) classificou como terrorismo os ataques a ônibus, delegacias, bancos e outros estabelecimentos oficiais realizados desde quarta-feira. "O que está acontecendo é terrorismo. Inclusive, acho que o Congresso Nacional deveria rever as leis, onde são frouxas. (...) Nós não vamos medir esforços para colocar as tropas nas ruas para garantir a normalidade da Capital cearense", ressaltou o gestor.

Camilo afirmou ainda que os atos são uma tentativa de responder às ações da Polícia, mas assegura que o Governo do Estado não se intimidará. "Isso é uma reação às ações que a Polícia está fazendo. Está incomodando. (...) Isso não vai intimidar o Governo do Estado e nem a Secretaria da Segurança Pública", pontuou.
 
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O governador também respondeu, em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (20), declarações feitas pelo deputado estadual Capitão Wagner (PR) na sessão desta quinta-feira (20) na Assembleia Legislativa do Ceará. Em pronunciamento na tribuna da Casa, o parlamentar de oposição ao governo, ao repercutir a onda de ataques a ônibus, fez críticas às políticas estaduais de Segurança Pública e declarou que “não dá para ter secretário de Segurança valente com governo frouxo”. 

 
Ao fim de evento para assinatura de Termo de Cooperação Técnica entre Governo do Ceará, Fiec e Banco do Brasil, realizado no Palácio da Abolição, Camilo classificou as falas de Wagner como “oportunismo” e “coisa de moleque”, afirmando que o discurso do deputado do PR “é um desagravo ao povo de Fortaleza e ao povo do Ceará”.
 
“Acho que se aproveitar do momento para querer tirar vantagem política, infelizmente, eu não vou entrar nesse jogo. Agora, frouxo é quem nunca pegou numa arma e foi combater um bandido no Ceará”, reagiu o governador. “Isso que para mim é frouxo, porque o que está acontecendo aí é a reação às ações que o governo tem tido para enfrentar os criminosos, e nós vamos enfrentar os criminosos, vamos botar para fora os criminosos do Estado do Ceará”, emendou.

Camilo comenta ataques; assista ao vídeo

 
Mais cedo, da tribuna da Assembleia, Capitão Wagner apontou que, após dois anos e quatro meses de mandato do petista, não haveria um plano de segurança no Ceará. “Passaram dois anos e todo mundo fazendo política com dados. Mostrava que reduziu os homicídios e agora, que a situação está aflorada, tem deputado que não quer ouvir a crítica. Tem que elogiar o governo?”, questionou. 
 
“Não dá para ter secretário de Segurança valente com governo frouxo. É muito fácil dizer que bandido aqui no Ceará é cadeia ou cemitério. Cadê a valentia do governador para instalar nos presídios cearenses o bloqueador de celular? Não dá para fazer discurso e na hora de votar matéria importante para a segurança, fugir”, criticou em seguida, sem citar o nome do titular da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), André Costa
Wagner cobrou, ainda, a instalação na Assembleia da CPI de Combate ao Narcotráfico. “Se falta alguém com coragem para ser o presidente, pode colocar o meu nome”, exclamou.

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