Manifestações

Na Câmara Municipal, categorias pedem mediação para demandas

01:00 · 09.05.2018
Didi Mangueira
Para Didi Mangueira, o Executivo deve atender a algumas demandas dos professores em greve ( Foto: JL Rosa )

A Câmara Municipal de Fortaleza recebeu, ontem, representantes de algumas categorias que levaram demandas aos vereadores em busca de intermediação com o Poder Executivo. Com as manifestações, parlamentares passaram boa parte da manhã em reuniões para tentar ouvir as reivindicações das categorias profissionais.

A maior manifestação foi protagonizada pelos professores da rede municipal de ensino, em greve desde o mês passado. Nas duas últimas semanas, a categoria já havia comparecido à Casa para solicitar intermediação com a Prefeitura. Os vereadores apresentaram, na semana passada, uma pauta para tentar viabilizar o fim da greve, e ontem os docentes levaram uma contraproposta. Das nove propostas dos vereadores, sete foram aceitas e outras foram apresentadas.

Tal aprovação, de acordo com o segundo vice-presidente da Casa, Didi Mangueira (PDT), deve ser celebrada. "Acredito que, se Deus quiser, amanhã (hoje), na assembleia geral, a maioria vai decidir pelo fim da greve", declarou. De acordo com o parlamentar, não é possível garantir que o governo aceite a proposta dos professores, mas, para ele, apesar de o Paço Municipal precisar ter responsabilidade com os recursos públicos, algo do que os professores apresentaram deve ser aceito pelo Executivo.

Motoristas individuais privados também compareceram à Casa. A categoria cobra alterações na proposta da Prefeitura de regulamentação da modalidade - na qual se incluem empresas como Uber e 99Pop -, como redução de tributos e ampliação da vida útil dos veículos.

De acordo com Soldado Noélio (Pros), que participou do encontro com os profissionais, os parlamentares apontaram que o objetivo era aprovar o projeto da Prefeitura por consenso. O vice-líder Michel Lins (PPS) disse que ele e Ésio Feitosa (PPL) comprometeram-se a levar as demandas ao Paço Municipal para tentar construir uma solução de compromisso. Ontem, foi convocada reunião com os autores de outras matérias que tramitam na Casa sobre o assunto.

Concurso

Terapeutas ocupacionais também foram à Câmara. Eles solicitaram mediação dos parlamentares para que haja aumento das vagas para a categoria no concurso anunciado pelo Paço Municipal para os Centros de Atenção Psicossocial (Caps). A Secretaria Municipal de Saúde fez estudo detectando a necessidade de pelo menos 26 profissionais, mas o edital só prevê 11 vagas. De acordo com Eron Moreira (PP), vereadores tentarão agendar uma reunião com o prefeito e com o Conselho Regional de Fisioterapia, que representa a classe, para tratar do assunto.

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