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Líderes indicam os nomes dos deputados

01:00 · 20.02.2018

O prazo de dez sessões ordinárias para reformulação das 18 comissões técnicas da Assembleia Legislativa, suspensas pela Mesa Diretora em razão da dissolução de alguns blocos, está previsto para acabar na próxima sexta-feira (23). A expectativa é que os líderes das bancadas indiquem os membros dos colegiados até o final do prazo.

De acordo com o Regimento Interno da Casa, cada comissão, sejam as permanentes ou temporárias, possui um quociente, que é um teto que cada bancada ou bloco deve atingir para ter uma representação nos colegiados. O maior bloco da Casa, formado pelo PDT, PP, PEN, DEM, PHS e PRB, que compõe a base governista, conta com 22 deputados. Em uma comissão formada por nove membros, os aliados da gestão estadual têm quatro assentos garantidos.

Essa participação poderia aumentar, inclusive, se a revisão do colegiado fosse feita após o fim da "janela partidária", entre março e abril, período em que os parlamentares podem trocar de partido sem risco de perderem o mandato, visto que pelo menos dois deputados devem embarcar em uma das legendas desse bloco. São, justamente, essas negociações em torno do ingresso de novos deputados no grupo que têm travado as definições dos membros para as comissões.

O deputado Ferreira Aragão (PDT), líder do bloco, disse que "por toda esta semana" deverá fazer as indicações e considera importante ter o quanto antes a decisão de quem irá trocar de legenda, muito embora o Regimento permita que o líder da bancada ou do partido faça substituições nas comissões a qualquer momento.

Outros blocos, como o que é formado pelo MDB (antigo PMDB), PMB e PSD, por terem partidos que, hoje, divergem politicamente, tendem a não mais existir. Nessa composição, apenas o MDB, que é a segunda maior bancada da Casa, com cinco parlamentares, deverá continuar com uma vaga na Comissão de Constituição e Justiça e a presidência da Comissão de Educação. Segundo a deputada Silvana Oliveira (MDB), a única decisão tomada, "informalmente", até o momento, é a indicação do deputado Leonardo Araújo (MDB) como membro da CCJ.

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