Infância

Heitor Férrer lamenta índices de pobreza

01:00 · 16.05.2018 / atualizado às 01:07

O deputado Heitor Férrer (SD) voltou a lamentar, ontem, na tribuna da Assembleia Legislativa, os índices de pobreza no Ceará e questionar o esforço do Governo do Estado em atrair investimentos na área econômica. O parlamentar citou dados do IBGE que mostram que 61% da população cearense, entre 0 e 14 anos, estão na linha da pobreza, e chamou atenção para o fato de o Estado ter aumentado o número de pontos de prostituição infantil nas rodovias federais entre 2017 e 2018.

Os dados são de uma pesquisa da Polícia Rodoviária Federal divulgada na última segunda-feira (14), que mostra que, dentre os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal, o Ceará foi que o apresentou o maior crescimento no número de locais propícios à ocorrência de exploração infanto-juvenil nas BR's. Para Heitor, o cenário é reflexo da desigualdade social e da situação de pobreza em que vive a maioria da população cearense.

"Isso é de uma gravidade, é de uma sociedade sem rumo, porque para cada dez crianças, seis estão na linha de pobreza. Podem dizer: 'ah, a pobreza existe em todo canto do mundo', mas nesses países é uma pobreza com igualdade social. O pobre de países ricos tem assistência médica, tem lazer, cultura, esporte. Aqui, no Brasil, existe a pobreza", avaliou. Ele mencionou, ainda, que mais de um milhão de famílias cearenses são beneficiárias do programa social Bolsa Família.

Heitor Férrer criticou investimentos do Estado na área econômica, ao passo que os índices de violência continuam alarmantes. "No Ceará, são 15 pessoas que morrem por dia. O Ceará comemorando HUB para a Holanda, aumentando voos para a França, vamos ter conexão para a Bélgica, vamos ter voos para Miami e a pobreza se instalando, perversamente, nos lares, e a dona de casa que não pode pagar o gás tendo que cozinhar à lenha, voltando à época das cavernas".

Ele defendeu que os postulantes ao Governo do Estado devem rever prioridades. "Os que vão pleitear a governança do Estado têm que dizer: vou parar as megalomanias e vou ter que olhar para os que vivem à margem, porque se transformaram em bandidos, passaram a fazer crime pela droga, pela desesperança, pela necessidade".

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