Baixa e média complexidades

Governista defende rede de hospitais de suporte no CE

01:00 · 01.03.2018

Para tentar desafogar a quantidade de pacientes que esperam por atendimento e cirurgia nos hospitais públicos do Estado, principalmente na área de traumatologia, a deputada Mirian Sobreira (PDT) defendeu, ontem, na tribuna da Assembleia, a criação de um "cinturão de contenção" no Estado, com uma rede formada por 16 hospitais de baixa e média complexidades, para dar suporte aos hospitais polos do Interior e da Capital.

A ideia, segundo a parlamentar, já foi apresentada pela Associação das Prefeituras do Estado (Aprece). Outros deputados que compõem a bancada da Saúde na Casa também cobraram mais investimentos do Estado e da União no setor, mas enfatizaram o esforço do governo estadual para diminuir a fila de cirurgias.

Mirian chamou atenção para o aumento no número de acidentes no Estado, principalmente de moto, que têm superlotado os hospitais de alta complexidade, a exemplo do IJF, em Fortaleza. Apesar de reconhecer que, desde a gestão do ex-governador Cid Gomes (PDT), houve "incentivo financeiro" aos serviços de urgência e emergência nos principais hospitais no Interior, a deputada apontou que não houve o mesmo incremento nos recursos destinados às áreas clínicas, dentre elas, a traumatologia.

Ela defendeu, então, a formação uma rede com 16 hospitais de baixa e média complexidades nas regiões do Estado para diminuir a fila e montar uma "retaguarda". "Somente os casos de alta complexidade viriam para o IJF e para os hospitais polos. O segundo ponto é ampliar, urgentemente, o serviço de trauma, que hoje só funciona no Hospital do Cariri, mas tem o Hospital de Sobral e o de Quixeramobim, para onde os pacientes também serão encaminhados. Terceiro seria a criação de comitês de urgência e emergência em cada macrorregião", sugeriu.

O deputado Carlos Felipe (PCdoB), que preside a Comissão de Saúde e Seguridade Social da Assembleia, também se somou às cobranças da colega e disse que o Estado deveria investir 16% do Orçamento em Saúde - para 2018 está previsto investimento de 13,4%, acima dos 12% previstos pela Constituição. Por outro lado, o governista reconheceu o esforço da atual gestão em reduzir a fila de espera por cirurgias eletivas, ao aprovar projeto de lei que prevê parceria com a iniciativa privada.

Mosquito

O deputado Manoel Santana (PT), que também é médico, alertou na tribuna para outra questão, que é o combate ao mosquito Aedes aegypti, principalmente com o surto de febre amarela em São Paulo. O parlamentar destacou um projeto de indicação que deverá apresentar tratando da criação de um aplicativo para notificação de doenças compulsórias, que auxiliaria as autoridades sanitárias. "Muitas das notificações se perdem por conta da burocracia, e com um aplicativo teríamos estatísticas mais precisas", justificou.

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