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Estruturas partidárias ainda desafiam movimentos

01:00 · 20.01.2018

O Ceará não tem ficado fora do radar de outros movimentos de renovação da política que buscam eleger candidatos nas eleições deste ano. Aqui, entretanto, representantes de alguns destes grupos relatam dificuldades diferentes para o crescimento das iniciativas, embora todas estejam ligadas, segundo eles, à forma como a discussão política e as estruturas partidárias ainda funcionam no País.

Para o movimento Livres, criado em 2015 como uma tendência interna de renovação do Partido Social Liberal (PSL), por exemplo, o problema foi atuar dentro de um partido que o líder do grupo no Ceará, Rodrigo Marinho, classifica como “fisiológico”. O grupo surgiu com a intenção de transformar a agremiação em uma legenda ideológica, alinhada com o liberalismo na economia, na política e nos costumes. De acordo com Marinho, o objetivo é ambicioso porque, segundo ele, a tradição do Brasil é que esquerda e direita apostem em saídas via Estado. 

> Grupos tentam emplacar discurso de renovação

“No Nordeste, temos a mesma dificuldade. É uma ideia nova para a região, que é pouco apresentada aqui”, declara. O anúncio da intenção do partido de filiar o deputado federal e pré-candidato a Presidência Jair Bolsonaro (PSC), porém, levou a uma desfiliação coletiva.

O movimento tem mais de dez mil pessoas associadas, sendo mais de mil no Ceará. Agora, de acordo com Marinho, o grupo avalia que caminho tomar com a desfiliação. Uma decisão será anunciada, em âmbito nacional, na próxima segunda-feira (22).

Outro movimento que faz coro ao discurso de renovação política no País é a Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS). A proposta é tentar formar lideranças para tentar alterar a cultura política do País, os chamados “Líderes Raps”. Uma das lideranças formadas no Ceará foi Geovana Cartaxo (PSB), que foi candidata a senadora no pleito de 2014. “Achei que tinha que ter uma formação na política, precisava de um grupo de apoio sobre como fazer política de uma forma diferente”, diz. 

Amizade cívica

De acordo com Geovana Cartaxo, a formação girava em torno de uma série de princípios com os quais os selecionados pela Raps se comprometem, como ética, transparência, democracia, sustentabilidade e amizade cívica. “Tem essa preocupação de formar pessoas que façam da política o que ela é, uma atividade nobre e necessária”, expõe. 

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