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Divisão da base será um problema

01:00 · 07.06.2018 / atualizado às 01:25

Com um amplo arco de aliança formado por até 24 partidos e 148 prefeituras cearenses, que deverão apoiar o governador Camilo Santana (PT) na disputa à reeleição, em outubro próximo, segundo governistas, uma das dificuldades já enfrentadas pelo petista é reunir adversários políticos desses municípios no mesmo palanque.

Uma saída apontada por integrantes da cúpula governista para "harmonizar" essa questão é programar atividades em dias alternados com cada um dos grupos políticos, para não deixar de prestigiar nenhum deles. O secretário-chefe da Casa Civil, Nelson Martins, reconhece que em algumas cidades, embora a Prefeitura e seus opositores apoiem a gestão de Camilo Santana, não dá para unir todas as lideranças políticas no mesmo palanque.

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Ele citou, por exemplo, o Município de Aracati, onde "100%" é aliado do Governo do Estado, mas que, recentemente, foi palco de momentos constrangedores para o governador, em razão da disputa política local, entre o atual prefeito Bismarck Maia e o deputado federal José Airton.

"Existem, realmente, locais em que você não tem como juntar todo mundo no mesmo palanque". Assim, admite o secretário, o governador vai um dia para fazer atividade com um grupo e, em seguida, vai com o outro. "Isso é um problema bom", diz.

Em Iguatu a situação é parecida com Aracati. A deputada estadual Mirian Sobreira (PDT) não sobe no mesmo palanque com o também deputado estadual Agenor Neto (MDB). A deputada reconhece que "lá existe esse acirramento político de muito tempo. É o povo que não aceita os dois lados do mesmo palanque. Não existe possibilidade de ter esse palanque, mesmo que institucional, e acho que cada um vai fazendo a sua campanha, apoiando o governador e trabalhando na sua campanha". Para Agenor, "o objetivo maior é reeleição do governador".

Outro município que é bastante marcado por brigas entre grupos políticos locais é Tauá, na Região dos Inhamuns. Quando Domingos Filho era vice-governador, o deputado Audic Mota era oposição. Depois inverteram as posições, e agora os dois estão no mesmo barco do Governo, com a volta de Domingos.

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