eleição proporcional

Dirigentes partidários sem definição de aliança

O fato de a oposição ainda não ter nome para cargo majoritário, as alianças proporcionais ainda geram dúvidas

Para o deputado Domingos Neto, o PSD deverá disputar vagas na Assembleia e na Câmara Federal, por orientação nacional, sem fazer coligações ( FOTO: NAH JEREISSATI )
01:00 · 05.12.2017

Enquanto a base governista tem como certa a candidatura do governador Camilo Santana à reeleição, a oposição segue indefinida, apesar de afirmar que tem nomes fortes para a disputa. A mesma situação é registrada quanto à formação das chapas proporcionais e principalmente em relação a coligações.

De acordo com alguns dirigentes entrevistados, muitas reuniões ainda devem ser realizadas até que eles fechem questão quanto aos blocos que poderão ser formados para as eleições de deputados estaduais e federais. Outros, por outro lado, têm interesse de ir para a disputa de forma isolada, já se preparando para os pleitos em que as coligações proporcionais não serão mais possíveis, a partir de 2020.

Na base governista, apenas o Partido dos Trabalhadores (PT) confirmou que deve seguir isolado, visto que, segundo seus dirigentes, na disputa de 2014 a legenda saiu prejudicada quando participou de coligação proporcional para estadual. De acordo com o deputado Domingos Neto, presidente do PSD no Ceará, no tocante à chapa para deputado estadual e federal, a sigla está trabalhando, por orientação da executiva nacional, para ir sozinha para a disputa.

"Vamos tentar ao máximo fazer com que o partido saia só, haja vista que já estamos nos preparando para a nova legislação que impede coligação", disse. Segundo ele, atualmente, o partido tem cerca de 15 a 20 pré-candidatos para a disputa estadual e teria condições de eleger até cinco nomes.

No entanto, os únicos nomes fortes do partido para a disputa local são o deputado Roberto Mesquita, que estuda se vai tentar reeleição, a primeira-dama de Caucaia, Erika Amorim, e a ex-prefeita de Tauá, Patrícia Aguiar, que deixou os quadros do PMB recentemente e se filiou ao PSD. Para a disputa a deputado federal, Domingos Neto afirmou que a tendência também é ir sozinho, buscando atingir até duas vagas.

Blocão

O presidente do Solidariedade (SD), Genecias Noronha, acredita que poderá eleger até dois deputados federais, sendo que um dos nomes seria o dele e o outro, o do vereador de Fortaleza, Célio Studart.

Aderlânia Noronha deve se manter como candidata à reeleição à deputada estadual, e os outros nomes seriam o do vereador Odécio e do ex-deputado estadual Marcos Cals. Ele disse que ainda não sabe se estará unido em blocão, bloquinho ou isoladamente, mas disse que o partido está trabalhando na formação de uma chapa competitiva.

Noronha afirmou ainda que todo mundo na oposição ainda está se articulando, e aguardando uma posição do senador Tasso Jereissati (PSDB), que já disse, reiteradas vezes, que não será candidato ao Governo do Estado. No entanto, o deputado federal acredita que, no último momento, o tucano se colocará como o postulante da oposição.

"O Tasso nunca antecipou uma afirmação antes da hora. Todas as vezes foi assim. Na última eleição, em 2014, em julho ele dizia que não era candidato e foi. Não vai ser dessa vez que ele vai ficar de fora.

Francini Gudes, presidente do PSDB, disse que o partido tem vários candidatos a deputado estadual e federal, e que estaria discutindo, isoladamente, com as pessoas que pretendem postular uma vaga na Assembleia e Câmara Federal. Apesar de dizer que diversas pessoas estão se colocando como interessadas nas vagas, ele citou apenas os nomes de Raimundo Gomes de Matos para federal, e Carlos Matos para estadual, os dois que tentarão reeleição, embora o ex-presidente do partido, Luiz Pontes, também esteja trabalhando para voltar à Assembleia.

Sobre coligação, o tucano afirmou que, se conseguir se aliar aos partidos de oposição que defendem suas mesmas bandeiras, fará coligação. "Não temos problemas quanto a isso, depende de como as ideias vão ser colocadas", disse ele.

Para Lúcio Alcântara, presidente do PR no Ceará, as decisões só serão tomadas próximas ao pleito eleitoral, quando os acordos para coligações serão feitos. Ele aponta que a oposição tem nomes, mas que ainda aguarda tempo para maturar junto ao bloco tais postulantes.

Fontes do partido, por outro lado, dizem que a ideia inicial é lançar chapa própria, mas dependendo de como se dará o bloco para majoritária poderá ser necessário a coligação para disputa estadual. Além de Fernanda Pessoa e Roberto Pessoa, outros nomes são cotados.

Ely Aguiar, presidente do PSDC, afirmou que todos estão deixando para tomar decisões somente no último momento, até porque as conversas ainda estão superficiais. Segundo ele, a única certeza é a de que o PSDB terá que ter candidato devido à provável candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência.

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