mortes e multas

Diretor da AMC fala na Câmara

01:00 · 18.05.2018

Apesar das acusações de que há uma "indústria da multa" na Capital, o valor arrecadado é irrisório comparado aos custos da administração, garantiu Arcelino Lima, superintendente da Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), ontem, na Câmara Municipal de Fortaleza. "Se o Município fosse precisar desse dinheiro para pagar conta de posto de saúde, salário de professor, manutenção de creche, estava perdido", declarou.

De acordo com Lima, a função da fiscalização - e da multa - não é arrecadatória, mas educativa. "Mesmo aquele infrator contumaz, que está lixando-se para as regras, seja de trânsito ou qualquer outra lei, vai refletir sobre sua conduta, sobre usar o celular, não abotoar o capacete ou não usar o cinto de segurança. Refletirá após ser multado".

De acordo com o Portal da Transparência da Prefeitura, a AMC arrecadou mais de R$120 milhões em multas no ano passado, valor 30% superior a 2017.

A fala de Lima aos vereadores ocorreu em razão do Maio Amarelo, campanha internacional de conscientização sobre a violência no trânsito. De acordo com ele, os delitos no trânsito já são a quinta causa de mortes em Fortaleza. O titular da AMC apontou que foram 256 vítimas fatais no ano passado e mais de 5,4 mil desde 2002.

Evitável

"A gente pode dizer que se trata de uma causa absolutamente evitável", disse, destacando que a situação vem melhorando na Capital, que registrou em 2017 seu terceiro ano consecutivo de queda de mortes em relação ao período anterior. Em 2016, foram 286 pessoas que perderam a vida no trânsito da Capital, o que representa 9% a mais do que em 2017. Os dois piores anos foram 2002 e 2012, quando 381 pessoas morreram em razão de acidentes. A intenção é reduzir ao máximo os números, pois "toda morte no trânsito é evitável".

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