contra violência

Deputado quer união das forças

01:00 · 11.10.2017

Tema recorrente nas discussões da Assembleia Legislativa, a segurança pública não ficou de fora, mais uma vez, dos pronunciamentos de deputados que subiram à tribuna da Casa ontem. Dessa vez, aliados do governador Camilo Santana (PT), além de insistirem na articulação por parte do Governo Federal de um plano nacional de combate à violência junto aos estados, também pediram "união" das bancadas de políticos cearenses na hora de priorizar recursos das emendas à área da segurança.

Durante discurso o deputado Agenor Neto (PMDB) afirmou que, apesar de ver o empenho do Estado para tentar minimizar os problemas enfrentados na segurança, ele avalia que esse esforço ainda é insuficiente, principalmente devido à falta de recursos. Para o parlamentar, que é da ala peemedebista favorável à gestão estadual, a Assembleia deve "ajudar" a garantir mais verbas para o poder Executivo cearense, por isso cobrou que os seus pares destinem parte de suas emendas feitas ao Orçamento do Estado, para a segurança.

Agenor Neto chamou também a bancada cearense de senadores e deputados federais para "unir forças" e destinar recursos das emendas para a segurança. Ele defendeu que a Assembleia monitore os municípios com maior índice de violência, inclusive, com o uso de câmeras

"As pessoas estão ficando presas dentro de suas casas, com medo da situação que só piora. Temos que unir forças com a bancada federal, para que eles possam destinar parte dos seus recursos também para a Segurança Pública. Cada deputado federal tem R$ 16 milhões por ano, porque não repassar meio milhão, que multiplicado pelos 22 (deputados federais cearenses) já dá R$ 11 milhões e pode ser somado com os R$ 15 milhões nossos".

Manoel Santana (PT) afirmou que boa parte das promessas feitas por Camilo Santana, no início do mandato, estão sendo cumpridas. Assim como tem pregado o governador, o petista voltou a cobrar mais investimentos da União nos estados e a elaboração de um plano nacional de segurança pública. "Não há nenhum governo sozinho que consiga impedir que essas situações (de violência) ocorram, precisa-se de um plano nacional de segurança. Mas, no Ceará, se aumentaram as viaturas, são 4.200 novos policiais militares que devem estar em ação até o fim do próximo ano. Nós vimos nesse período, o efetivo que faz a segurança ser ampliado, concretamente, inclusive, melhorado, do ponto de vista de veículos, com aeronaves e helicópteros, que permitem (os policiais) se deslocarem com mais rapidez até o local das ocorrências".

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