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Criação de municípios é criticada por opositor

01:00 · 30.05.2018

O deputado Capitão Wagner (PROS) reclamou, ontem, na tribuna da Assembleia Legislativa, de parlamentares que estão "comemorando" a possibilidade de regulamentação da criação de novos municípios no Brasil. Para ele, a proposta, que avançou na Câmara dos Deputados, representará gastos desnecessários à máquina pública, principalmente, no momento de crise que vive o País, em que a principal reivindicação de muitos é a redução da carga tributária.

O discurso de Capitão Wagner ocorreu uma semana após colegas dele, na Assembleia, terem se pronunciado a favor do Projeto de Lei Complementar, em tramitação na Câmara - que avançou na comissão especial -, sobre a criação de novos municípios no País. No Ceará, segundo comissão da Assembleia que trata do tema, há mais de 20 distritos que atendem aos critérios previstos pela lei e poderiam se tornar municípios.

Para o deputado, a proposta só contribui com o aumento dos gastos do Governo Federal, sem provocar reflexos sobre a alta carga tributária no País. "Tem deputado que não entende porque sai na rua e é vaiado. Como se defende a criação de novos municípios? É outro prefeito para pagar salário, mais um bocado de vereador, mais prédio para alugar, mais secretarias, e tome dinheiro público para gastar sem necessidade", criticou.

Enquanto isso, segundo Wagner, o que mais se vê são aumentos de impostos, que ocasionaram, por exemplo, a atual greve dos caminhoneiros. "Em época de campanha, só se fala em administrar a máquina com o que ela tem. Infelizmente, ao sentar na cadeira de gestor do Poder Executivo, a primeira coisa que se faz é aumentar os tributos".

O deputado defendeu ser preciso "enxugar" a máquina pública. "A máquina do Legislativo, do Judiciário, do Executivo. Será que precisamos de tantos ministérios, de tantas secretarias? Por que a necessidade de tantas secretarias, que só servem para dar empregos aos seus aliados? Fico preocupado que o Governo (do Estado) já está inchado e, com tantos aliados chegando, vai ter que botar esse povo em algum canto", observou.

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