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Paulo Cesar Norões — Oposição: mais tempo

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Paulo Cesar Norões

Colunista de Política • pcnoroes@diariodonordeste.com.br

01:00 · 27.01.2018

No fim de fevereiro, os partidos de oposição ao governo Camilo vão voltar a se reunir para tratar da conjuntura política de momento e a discutir detalhes da chapa para as Eleições de outubro. Na noite de sexta-feira, representantes dos partidos, sob comando do senador Tasso Jereissati, estiveram reunidos, mas nenhuma definição saiu da reunião. Apenas a deliberação de que a indicação do candidato ao governo do Estado só deve sair mais perto do fim do prazo para registro de candidaturas. Representantes do PSDB, PR, PSD e Solidariedade participaram do encontro. Foi combinado que será realmente feita uma pesquisa de opinião para avaliar a densidade eleitoral dos nomes. Esta sinalização só reafirma a dificuldade da oposição de lançar um candidato competitivo ao Executivo neste momento.

Em aberto

Roberto Pessoa e Domingos Filho estiveram com o senador Tasso, mas a presença comemorada foi a do deputado Capitão Wagner que, mesmo com a tendência de lançar-se deputado federal, com filiação ao PROS, deixou em aberto a citação do seu nome ainda como uma opção para disputar o governo em uma frente oposicionista. O cenário ainda está longe de ser decifrável.

Olho na urna

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, está fortalecendo a ideia de sair candidato à Presidência da República. Já montou equipe e criou páginas nas redes sociais. No WhatsApp, circulam dados positivos da economia nacional com um slogan de pré-campanha. Temer mostrou desconforto com a situação. Meirelles, bom lembrar, integrou a equipe econômica de Lula.

Calma aí!

Sem espaço no noticiário dos últimos dias, dominado pelo julgamento de Lula e suas repercussões, o pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro resolveu comemorar a derrota do petista. E classificou a decisão do TRF-4 como um "tiro na corrupção". Cientistas políticos apontam que, sem Lula no páreo, Bolsonaro pode perder os votos 'antiPT'.

Disputa na OAB

De olho no processo eleitoral da OAB-Ceará, neste ano de 2018, advogados começam a se movimentar entre os colegas para entrarem na disputa da sucessão. Surgem como pré-candidatos Fábio Timbó, diretor da entidade, e o advogado Moaceny Félix Filho, atual conselheiro da OAB, com experiência na representação classista. Tem mais gente na lista!

Condutas vedadas

Aos operadores do Direito no campo eleitoral: está chegando à segunda edição o livro Condutas Vedadas aos Agentes Públicos em Ano Eleitoral, de autoria do promotor Igor Pinheiro. A nova edição será lançada pela Editora Fórum e estará disponível para a venda em breve. A obra ganha maior dimensão por conta do atual cenário eleitoral conturbado.

"Nossa premissa é honrar e cumprir, com responsabilidade, todos os acordos com os nossos servidores"

José Ailton Brasil, prefeito do Município do Crato, durante reunião que teve com servidores municipais na qual anunciou o calendário de pagamento dos salários de 2018.

Tem mais...

Vale bengalada? As chamadas 'disputas paroquiais' que são as divergências entre parlamentares pelo confronto de votos em determinadas regiões são responsáveis por muitas das desavenças que o Plenário 13 de Maio, da Assembleia Legislativa, já presenciou. Algumas delas, quase chegando a trocas de agressões físicas entre os parlamentares, casos que a turma do "deixa-disso" intervém e os Conselhos de Ética e Decoro sempre fazem vistas grossas. E depois tudo acaba dando em nada. Uma delas ocorreu no ano de 2007. Em uma reunião antes do início dos trabalhos no plenário, dois deputados da base do governo trocaram insultos, palavrões e mais coisas desagradáveis. Sobrou até bengalada na confusão.

Inácio Aguiar, redator interino.

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