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Paulo Cesar Norões: Educação x Segurança

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Paulo Cesar Norões

Colunista de Política • pcnoroes@diariodonordeste.com.br

01:00 · 19.01.2018

O governador Camilo Santana deve testar, em outubro, a aprovação de sua forma de governar, em busca da reeleição. Em duas áreas centrais da administração pública, o seu governo ostenta resultados opostos. Se na Segurança Pública estão seus maiores problemas, com homicídios em alta e avanço das facções criminosas, na Educação encontram-se os mais notáveis índices. O Ceará tem boa parte das escolas mais bem avaliadas do Brasil, um sistema organizado e um planejamento que inclui qualificação dos profissionais e construção de novas unidades. Os resultados voltaram a ser reconhecidos pelo governo federal que anunciou

R$ 40 milhões para fortalecer o ensino em tempo integral. O ministro da Educação, Mendonça Filho, fez elogios públicos aos avanços e sinalizou replicar o modelo.

Acelerador

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O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, já comunicou aos seus secretários: terá a primeira grande reunião de 2018, um ano eleitoral, no primeiro fim de semana de fevereiro, entre os dias 3 e 4. Há projetos, fruto de parceria entre a Prefeitura e o Estado, cuja conclusão é de interesse das duas gestões, até a chegada da campanha. O ano deve ser de "pé no acelerador".

De saída

O deputado estadual Capitão Wagner, ao anunciar filiação ao PROS, se distancia dos encontros de discussões da oposição no Ceará a respeito da sucessão do governador Camilo Santana. Um novo baque para o grupo que já perdeu as esperanças em relação ao presidente do Senado, Eunício Oliveira, que negocia acordo com a base governista.

Previdência

Deputados federais cearenses - da base aliada de Temer e também da oposição - estão convictos de que, como está, a Reforma da Previdência não passa no plenário da Câmara Federal. O governo trabalha para que a proposta, que já sofreu muitas mudanças, vá ao plenário daqui a um mês, no dia 19 de fevereiro. Ainda há tempo para todo tipo de articulação.

Farpas

Os bastidores do Poder Judiciário em Brasília viram a temperatura subir após a intenção da presidente do STF, Cármen Lúcia, de pôr em pauta na Corte um projeto que pode determinar o auxílio moradia pago a magistrados em todo o Brasil. Um alto custo para o poder público que está gerando troca de farpas entre figurões da Justiça Nacional.

Evangélicos

A bancada evangélica no Congresso Nacional está se articulando para aumentar de tamanho e busca reunir representantes de várias igrejas. A ideia é saltar de cerca de 80 para 150 parlamentares, entre deputados e senadores em defesa de pautas conservadoras. A avaliação é que a defesa dos temas, principalmente no Senado, está abaixo da expectativa.

"Essa prédica do totalitarismo mais primário e demagógico, que se alimenta da ignorância política, não pode contaminar nossa juventude"

Henry de Holanda Campos, reitor da UFC, em discurso aos formandos da instituição, referindo-se a onda de mensagens de intolerância nas redes sociais.

Tem mais...

Diálogo democrático: O governo Cid Gomes foi empossado com base de apoio no Legislativo em que 95% dos parlamentares eram de situação. Os deputados que faziam contraponto ao governo não passavam de cinco. A aprovação de projetos de interesse do Estado, assim, era quase sempre um passeio. A facilidade fazia com que, em alguns momentos, os governistas abandonassem o plenário. Certa vez, um projeto do Palácio Iracema foi colocado em pauta de última hora e precisava de aprovação rápida. O plenário, entretanto, estava quase vazio, o que levou a liderança do governo a iniciar uma caça aos aliados para atingir o quórum. Saiu deputado correndo de tudo que é sala. No fim, o diálogo entre dois deles chamou atenção: "Temos que aprovar esses projetos importantes para população", disse um. O outro respondeu: "Se o governo mandar você engolir prego, vc engole. Eu não".

Inácio Aguiar, redator interino.

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