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Paulo Cesar Norões: Alternância no poder

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Paulo Cesar Norões

Colunista de Política • pcnoroes@diariodonordeste.com.br

00:00 · 10.10.2017

“Nunca manifestei o desejo de me candidatar a qualquer cargo nas eleições de 2018. Ao contrário, sempre que perguntado, neguei”. Com estas palavras, Beto Studart tenta pôr fim a toda e qualquer especulação política envolvendo seu nome. Em reunião com jornalistas, o presidente da Fiec deu sua versão para o disse-me-disse em torno da tentativa de abreviar seu mandato e realizar eleição para uma nova diretoria da entidade. Ideia, segundo ele, mal interpretada. O que ele defende é a renovação constante de lideranças. E a alternância no poder seria um ótimo caminho. “Três anos de mandato é o suficiente para uma boa gestão. Eu, por exemplo, já me dou por satisfeito com o que realizei até aqui”, disse. Sem consenso, porém, Beto decidiu cumprir seu mandato, que termina em 2019, integralmente. 

Reeleição

Embora negue pretensões políticas, Beto Studart não se esquiva do assunto. No plano nacional, vibra com a retomada da economia e apoia a gestão de Henrique Meirelles, na Fazenda. E acredita que, em nome da estabilidade, Temer deve concluir o mandato. Quanto ao Ceará, considera uma ‘ilha de prosperidade’ no meio da crise. Para ele, fruto do bom trabalho de Camilo Santana. Que, por isso, merece ser reeleito.

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Tasso em silêncio

Quanto a uma possível candidatura de Tasso Jereissati a governador, algo que pessoas próximas ao senador tucano vêm reiteradamente defendendo, Beto Studart, que também é filiado ao PSDB, não acredita que venha a se consumar. Diz isso baseado nas conversas que tem tido com o senador. Tasso, aliás, não confirma nem desmente as especulações em torno de seu nome.

Circunstâncias

Se dependesse só dele, Tasso, um quarto mandato não seria nem cogitado. Mas, como se sabe, as circunstâncias, muitas vezes falam mais alto. Para muita gente, Camilo não tem oposição no Ceará. A não ser que Tasso seja candidato... Nome de peso, experiente e com histórico de serviços prestados. E, com mais quatro anos de mandato de senador, não teria nada a perder.

Chapa

Assanhada com a possível candidatura de Tasso Jereissati, os oposicionistas falam até em composição da chapa. Uma vaga de senador seria para a reeleição de Eunício Oliveira. Pelas vagas de vice-governador e a outra do Senado estariam na disputa Roberto Pessoa ou Capitão Wagner (ambos do PR), Genecias Noronha ou Aderlânia Noronha (os dois do SD) e Patrícia Aguiar (PMB) ou Domingos Filho.

Em baixa

Na onda das pesquisas, Instituto Paraná divulgou uma que apontou baixa popularidade do PT e do PSDB. 70% dos pesquisados não veem diferença entre os dois partidos e 63% não votariam em candidato a deputado federal petista nem tucano. O que pode não dizer muita coisa se o brasileiro continuar votando em pessoas, não importando o partido. A pesquisa não incluiu a sigla PMDB.

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