Disputa pelo Planalto

Candidatura depende de pesquisas, diz Meirelles

Na Capital, o ministro da Fazenda disse que dialoga com políticos e marqueteiros, mas só tomará decisão em abril

Meirelles participou de evento com empresários e disse que o Brasil não precisa de candidato "que tenta se impor com frases dramáticas" ( Foto: Reinaldo Jorge )
00:00 · 24.02.2018

Em visita a Fortaleza, ontem, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reafirmou que estuda uma possível candidatura à Presidência da República, ainda que o presidente Michel Temer manifeste intenção de seguir no Palácio do Planalto a partir de 2019. Meirelles adiou para abril a decisão, mas garantiu estar preparado para a disputa. Ele admitiu, ainda, que mantém diálogo com políticos e marqueteiros, discutindo a viabilidade do seu nome para o pleito. O ministro veio à Capital para encontro com empresários no LIDE Ceará.

Antes do evento, após ser recepcionado pelo presidente estadual do PSD, deputado federal Domingos Neto, Henrique Meirelles teve um encontro reservado com empresários e representantes do LIDE. O evento reuniu líderes empresariais de diversos setores para um debate sobre o desenvolvimento econômico. O chefe de Gabinete do Governo do Estado, Élcio Batista, representou o governador Camilo Santana (PT) no encontro.

Ao reforçar a agenda econômica do Governo Federal, o ministro também reafirmou ter disposição para disputar a Presidência da República, mas ponderou que a situação deve se arrastar até 7 de abril. "Eu vou tomar essa decisão no início de abril. No momento, estou concentrado no trabalho de ministro da Fazenda", disse. O futuro no PSD, segundo ele, será discutido internamente com aliados.

Meirelles afirmou ter currículo para eventual campanha, mas voltou a citar "questões" pendentes que serão analisadas para tomar uma decisão. "É questão de verificar. Estamos fazendo pesquisas qualitativas, o que o povo brasileiro espera de fato, quais as características desse candidato. Levo tudo com muita seriedade e vamos avaliar tudo isso. No meu ponto de vista, um candidato voluntarista, que tenta se impor com frases dramáticas, não é o que o Brasil precisa".

Henrique Meirelles admitiu, ainda, que mantém conversas frequentes com o presidente Michel Temer sobre o assunto, além de já ter consultado marqueteiros e outros políticos. Sobre o ambiente dentro do PSD, que articula apoio ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o ministro frisou que o partido está "pacificado".

O presidente do PSD no Ceará, Domingos Neto, disse acreditar na viabilidade da candidatura do ministro da Fazenda. "Temos a esquerda, a ultradireita, o voto de protesto, mas não um candidato como ele, que é um executivo dos setores público e privado de sucesso".

Após o evento do LIDE, Meirelles visitou a Igreja Assembleia de Deus Central, no Centro de Fortaleza, onde conversou com fiéis e voltou a destacar números da economia. Do Ceará, segundo assessoria de imprensa, ele embarcou direto para Brasília.

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