Estratégia

Camilo deve manter a rotina

01:00 · 29.05.2018

Um dos nomes da oposição que devem disputar o Governo do Estado em outubro, o general Guilherme Theophilo, desde a última sexta-feira (25), vem realizando incursões em municípios cearenses para se tornar mais conhecido da população. Em Barbalha, na Região Metropolitana do Cariri, no fim de semana, o postulante fez críticas à gestão de Camilo Santana.

O governador, por sua vez, não deve mudar a estratégia de atuação até o início da campanha e, enquanto for permitido, vai inaugurar obras e assinar ordens de serviço para outros empreendimentos, garante o secretário chefe da Casa Civil, Nelson Martins. "Essas coisas que o governador está fazendo, ele desenvolve desde o início do Governo, não tem nada a ver com o período eleitoral. Até o dia 6 de julho vamos continuar fazendo tudo do mesmo jeito", disse.

Nelson, por outro lado, afirmou que a gestão não vai parar suas atividades e as incursões pelos diversos municípios do Estado incluem a participação do governador, secretários, da vice-governadora, Izolda Cela, e até da primeira-dama, Onélia Leite. "Tem estrada, programa Sinalize, Areninhas. É muita coisa que o Governo está fazendo, e vamos continuar fazendo até o dia 6 de julho", citou.

Ele afirmou, porém, que a base de sustentação que deve estar ao lado do governador na campanha tende a contar com o apoio de até 24 partidos políticos, fora os prefeitos, vereadores e lideranças no Interior do Estado. "O fato de termos esse apoio faz do Governo Camilo melhor, mostra que temos uma identidade. Somos o Estado com melhor estrutura para a Saúde, e o que mais investe", defendeu.

O secretário segue defendendo a constituição de um "blocão" (aliança única para disputa dos cargos de deputado) que abranja todas as legendas aliadas em um grande grupo, com vistas a eleger o maior número possível de aliados.

"Continuamos defendendo o blocão", afirmou ele ao Diário. Na semana passada, o secretário salientou que aqueles que não obtiverem êxito na disputa poderão ser aproveitados pela gestão ou se beneficiarem com "rodízio" no Legislativo, que pode ser feito para acomodar suplentes.

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