reviravolta no phs

Cabo Sabino e Capitão Wagner mais distanciados

01:00 · 02.02.2018

A decisão do PSL nacional de indicar Capitão Wagner (ainda no PR) e Heitor Freire (PSL) como coordenadores da campanha do presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) no Ceará vai de encontro aos interesses do deputado federal Cabo Sabino (ainda no PR), que queria comandar os trabalhos da candidatura do postulante no Estado. Sabino também deve enfrentar uma disputa interna pela direção do PHS estadual, uma vez que a direção nacional da sigla foi mudada após decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Gilmar Mendes.

Apesar de Cabo Sabino ter sido o primeiro a defender apoio ao pré-candidato Jair Bolsonaro no Ceará, seu antigo aliado, Capitão Wagner, se antecipou e, em encontro com o vice-presidente nacional do PSL, Julian Lemos, na quarta-feira passada, foi confirmado como um dos coordenadores no Estado de uma eventual candidatura de Bolsonaro à Presidência.

A disputa entre os dois parlamentares vem se intensificando desde o ano passado, quando um pré-acordo entre eles não teria sido respeitado. Segundo aponta Wagner, Sabino havia se comprometido em ser candidato a deputado estadual, caso Wagner disputasse uma das 22 vagas de deputado federal. No entanto, com o passar dos meses, Sabino, após conversa com seus correligionários, decidiu se manter como postulante à reeleição, diz o Capitão.

Liberdade

Nas redes sociais, o clima entre os dois já é de inimizade, bem diferente do que aconteceu no pleito de 2014, quando fizeram "dobradinha" naquela eleição. Para se fortalecer no Estado como liderança política, Sabino decidiu comandar o Partido Humanista da Solidariedade (PHS), o que deveria acontecer fazer a partir do dia 16 de março.

Além de ter afirmado que votará em Jair Bolsonaro, Cabo Sabino já declarou que apoiará Eunício Oliveira (MDB) para o Senado da República. Quanto à postulação ao Governo do Estado, ele disse que só vai se posicionar quando as chapas forem fechadas. No entanto, informações dão conta de que a tendência é que ele esteja alinhado à eventual candidatura de Camilo Santana à reeleição. Wagner é um dos opositores de Camilo.

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