representação

Aumenta número de candidatos das polícias e igrejas

Os partidos aliados do Governo e da oposição têm postulantes a vagas no Legislativo dos dois segmentos da sociedade

Moroni Torgan, hoje vice-prefeito de Fortaleza, foi o policial que mais conquistou mandato de deputado federal pelo Ceará nos últimos anos ( FOTO: SAULO ROBERTO )
01:00 · 26.06.2018

Algumas dezenas de candidatos ao Legislativo representarão, nas eleições deste ano, as polícias e as igrejas. Os representantes da área de Segurança esperam somar cerca de 50 candidatos. Das igrejas, como são várias e não têm uma única coordenação, seus representantes ainda não sabem informar quantos podem ser os seus postulantes.

Atualmente, na Assembleia Legislativa do Estado, ao menos quatro parlamentares representam a bancada religiosa na Casa. São eles: Silvana Oliveira (PR), David Durand (PRB), Carlos Matos (PSDB) e Walter Cavalcante (MDB). No que diz respeito à Segurança, o deputado Capitão Wagner (PROS) é o único representante, até o momento. Mas ele, assim como outros nomes que representam a categoria, acredita que este número deve ser expressivo a partir de 2019.

O PROS, partido dirigido por Wagner no Ceará, atualmente, tem seis pré-candidaturas de militares a vagas na Assembleia Legislativa. Em todo o Estado, segundo os cálculos do parlamentar, as candidaturas devem somar 50, visto que mais membros da ativa podem se apresentar como candidatos. Em todo o Brasil, estudos dão conta de mais de 400 candidaturas de representantes das forças de segurança.

Há candidaturas de policiais em partidos da base governista e da oposição, principalmente, nas siglas Avante, PSL e PROS. Atualmente, além de Capitão Wagner, o deputado federal Cabo Sabino, também militar, comanda legenda no Estado.

Além de sete pré-candidaturas de militares no Avante, o deputado federal Cabo Sabino afirmou que existem outras postulações feitas por agentes de segurança que também devem ter representatividade nas urnas em outubro. Segundo Sabino, no passado havia pulverização de candidatos desse segmento da sociedade, em que eles obtinham votos para eleger até três candidatos, mas não conseguiam eleger um sequer. Moroni Torgan, hoje vice-prefeito de Fortaleza, foi um dos policiais que mais conquistaram mandatos.

"Com o disparo da liderança do Wagner e minha campanha, elegemos um federal e um estadual. Conseguimos eleger vereadores na Capital, prefeitos e vice-prefeitos no Interior. Isso acabou despertando o sentimento de possibilidade nas pessoas. Se eu cheguei, por que outro não pode chegar?" , disse Wagner.

No Parlamento Federal, atualmente, existem 11 deputados federais que representam os policiais militares, um contingente de mais de 1,3 milhão de pessoas em todo o País. Para se ter uma ideia, de delegados (policiais civis), segundo atestou Sabino, são 12 federais, que são representantes de uma categoria de pouco mais de 50 mil agentes. "Para você ver, um efetivo vinte vezes menor que o dos militares e ainda assim com mais representação na Câmara Federal", disse.

Leigos

No que diz respeito às lideranças religiosas na política, a deputada Silvana Oliveira é uma representante na Assembleia Legislativa nos últimos anos. Ela afirmou ao Diário do Nordeste que seu desempenho deve ter atraído outras pessoas para compor. Segundo afirmou, entre presbíteros, apóstolos, pastores e diáconos, diversas pré-candidaturas estão sendo colocadas para a disputa nos mais diversos partidos, sejam de oposição ou da base governista. Os deputados Carlos Matos e Walter Cavalcante, por outro lado, representam setores da Igreja Católica na presente legislatura.

"Acho que é bom que os fieis leigos participem da política. Há um momento em que as pessoas têm sede de confiança e credibilidade, e a fé não é incompatível com a coisa pública. É um bom caminho uma maior participação dos leigos na política", defendeu Carlos Matos, que é missionário da Comunidade Shalom.

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