Venezuela

Ativista motiva debate na Câmara

01:00 · 13.09.2017

A Venezuela converteu-se em uma narcoditadura que tem ligações com cartéis de drogas e organizações terroristas islâmicas, transformando-se em ameaça à segurança da região. O diagnóstico é de Roderick Navarro, cientista social e opositor do regime venezuelano, que concedeu entrevista coletiva ontem, na Câmara Municipal de Fortaleza, a convite da vereadora Priscila Costa (PRTB).

Ele pede que as instituições políticas do Brasil condenem o regime de Caracas, retirando a representação diplomática brasileira da Venezuela. "Não se trata mais de apenas um perigo para o nosso território, mas também uma ameaça aos interesses de segurança nacional do Brasil", diz. Segundo Navarro, que faz um périplo por capitais latino-americanas denunciando o regime liderado por Nicolás Maduro, também é importante que o Brasil barre a entrada de agentes do Estado venezuelano.

Ele declara que há registros de militantes de organizações terroristas como o Estado Islâmico e o Hezbollah entrando em países da América do Norte e da Europa com passaporte diplomático da Venezuela. "Nós advertimos aos países livres para resguardar-se dessa situação em que se aproveitam de nossa diplomacia e instrumentos institucionais para o crime", diz. Segundo Navarro, o atual vice-presidente do País, Tareck El Aissami, seria o principal representante do Hezbollah na região.

A crise venezuelana também foi tema no plenário da Casa. Priscila Costa sustentou que o Brasil tem sua parcela de culpa na crise na Venezuela em razão dos apoios dos governos de Dilma Rousseff e Lula (ambos do PT) ao regime de Caracas. "Estamos falando de um governo que está lá porque nós o ajudamos a chegar lá", afirmou. Acrísio Sena (PT), por sua vez, disse que a fala da vereadora está "eivada de preconceitos e desconhecimento da própria história".

© Todos os direitos reservados. O conteúdo não pode ser publicado, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização. Passível ação judicial.