Incentivo ao empreendedorismo

Amoêdo quer negócios para combater pobreza

Candidato do Novo a presidente, ele defende, também, meios de atrair investimentos em turismo e energia no NE

01:00 · 30.08.2018
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João Amoêdo, candidato a presidente pelo Novo, chegou a Fortaleza, ontem, e tem o último ato de campanha na Capital, na manhã de hoje ( Foto: Kid Júnior )

Candidato do Partido Novo à Presidência da República, o empresário João Amoêdo reafirmou, ontem, durante agenda de campanha na Capital, a defesa de um "Estado menor" no País, mesmo ao tratar de regiões com "menos renda", como o Nordeste. Caso seja eleito presidente, ele ressaltou que pretende criar condições para "desburocratizar" o empreendedorismo na Região, além de implementar medidas que possibilitem a atração de investimentos em turismo e geração de energia limpa, setores que aponta como potenciais nordestinos. Amoêdo finaliza a passagem de dois dias por Fortaleza no início da manhã de hoje, com ação chamada "Onda Laranja", na Avenida Beira-Mar.

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O presidenciável concedeu entrevista coletiva, na tarde de ontem, em um hotel na Avenida Beira-Mar, ao lado do embaixador do Partido Novo, o ex-técnico da seleção brasileira de vôlei, Bernardinho, do presidente da legenda no Ceará, Jerônimo Ivo, e do empresário Geraldo Luciano, além dos seis candidatos a deputado federal da sigla no Estado. À noite, ele participou de coquetel e proferiu palestra no Centro Universitário Estácio do Ceará, no bairro Água Fria. Em seguida, esteve em um jantar de adesão do Novo, em restaurante no bairro Meireles.

João Amoêdo sustentou que privatizações e terceirizações são mecanismos geradores de empregos, e opinou que "o grande problema da pobreza" é "a interferência do Estado brasileiro", que é "um grande concentrador de renda" e dificulta "que as pessoas consigam empreender" e "ter o seu trabalho".

Ao comentar sobre como se daria a atuação de um Estado menor em uma Região pobre como o Nordeste, o candidato ressaltou que, se eleito, o Governo Federal atuará "nas áreas essenciais", mas disse discordar da "ideia de que, se você tem um lugar com menos renda, o Estado deve atuar mais". "Quando você vê os países do mundo que têm maior renda, melhor qualidade de vida, são justamente aqueles onde o Estado é menor".

O presidenciável pregou, porém, que, para o desenvolvimento do Nordeste, o Estado deve implementar medidas de valorização do empreendedorismo e de formação de mão-de-obra - gargalo citado por ele como uma "desvantagem competitiva" da Região -, além de investir em capacidade de geração de energia eólica e solar e, ainda, em segurança e infraestrutura, para incentivar o turismo.

Bolsa Família

"Tudo isso são investimentos que a gente pode fazer aqui, atraindo investidores locais e investidores externos, que a única coisa que precisa é que o Brasil tenha as suas contas equilibradas, dê segurança jurídica e dê um horizonte para as pessoas poderem vir investir", citou.

Favorável à manutenção do Bolsa Família, Amoêdo disse que não teme que a proposta seja vista como impopular perante o eleitorado que já tem, inclusive porque "nós não temos essa preocupação com a popularidade das medidas. Temos a preocupação de fazer as coisas corretas". Para ele, contudo, o Governo Federal deve "consolidar outros programas sociais dentro do Bolsa Família" e criar "portas de saída", com políticas de Educação, "para que a pessoa possa se desenvolver, possa se capacitar e, ao longo do tempo, deixe de precisar do Bolsa Família".

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